KCNA/Handout
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Coreia do Norte faz novo teste de míssil

O lançamento do projétil ocorre duas semanas depois de um teste com um míssil balístico que a Coreia do Sul e os EUA afirmam ter falhado

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2017 | 19h55
Atualizado 13 Maio 2017 | 23h44

SEUL - A Coreia do Norte realizou neste sábado (domingo, na hora local) um novo lançamento de míssil aparentemente balístico, o primeiro desde 29 de abril, segundo informaram o Exército sul-coreano e autoridades do Japão.

O regime norte-coreano lançou o míssil às 5h27 local (17h27, em Brasília) da localidade de Kusong, ao norte de Pyongyang, segundo informou o Estado Maior Conjunto (JCS) da Coreia do Sul em um comunicado distribuído pela agência local Yonhap.

As autoridades japonesas e sul-coreanas disseram que o míssil alcançou uma altitude de mais de 2 mil quilômetros e voou por 30 minutos antes de cair em águas do Mar do Japão (Mar do Leste). Trata-se de um novo teste completado com sucesso.  

Os sul-coreanos falam de um projétil balístico, embora continuem analisando os detalhes do lançamento para determinar seu tipo.

Trata-se do primeiro teste armamentístico deste tipo em duas semanas e ocorre depois que, na quarta-feira, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, assumiu seu cargo. O novo líder convocou uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Segurança para tratar a situação.

Moon chegou ao poder após afirmar durante a campanha eleitoral que buscaria uma maior aproximação com Pyongyang e, ao mesmo tempo, manteria as sanções que pesam sobre o país por seus testes nucleares e com mísseis balísticos.

A Coreia do Norte já disparou em 13 de fevereiro desde a base aérea de Kusong um projétil balístico de médio alcance Pukguksong 2 (Estrela polar-2, em coreano).

Posteriormente, realizou outros três testes frustrados com mísseis balísticos ao longo do mês de abril, o último deles no dia 29 desde Bukchang, na província de Pyeongan do Sul (centro do país).

Estes testes desencadearam um período de máxima tensão na península da Coreia, unidos à possibilidade de Pyongyang realizar uma prova nuclear e à dialética endurecida da Administração Trump, que insinuou a possibilidade de realizar ataques preventivos. / EFE e Reuters

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