Coreia do Norte festeja 61º aniversário em meio a pressões

Testes nucleares no início do ano elevou pedidos de desarmamento por parte dos EUA e da Coreia do Sul

Associated Press,

09 de setembro de 2009 | 10h21

Norte-coreanos levaram flores à estátua de Kim Sung Il, fundador do país comunista. Foto: Reuters

 

PYONGYANG - A Coreia do Norte celebra nesta quarta-feira, 9, o 61º aniversário de sua fundação. As comemorações envolvem canções patrióticas e odes ao líder comunista Kim Jong Il e suas políticas militares.

 

A celebração surge em maio à pressão internacional contra o regime para que abandone seu projeto de armas nucleares e um ano depois após a ausência de Kim em um grande desfile militar, o que gerou especulações sobre sua morte.

 

Na ocasião, os EUA e a Coreia do Sul haviam dito que Kim havia sofrido um derrame cerebral em agosto do ano passado e tais rumores desataram o medo por uma crise de sucessão na nação asiática de 24 milhões de habitantes. Mas o líder de 67 anos está recuperado e permanece no poder do país comunista, segundo os americanos e os sul-coreanos.

 

Nesta quarta, a televisão norte-coreana transmitiu canções patrióticas que prometiam lealdade eterna a Jong Il por construir um "paraíso" na península coreana. Também foram transmitidos vídeos de cidadãos nas ruas e praças celebrando o dia nacional, embora as imagens parecessem ser de outras festas anteriores.

 

O primeiro ministro Kim Yong Il informou em uma reunião nacional na terça-feira que a política do "Primeiro Exército" de Kim impulsionou a fortaleza nacional e sua imagem internacional. "Graças à extraordinária liderança militar revolucionária de Kim Jong Il, a Coreia do Norte se eleva como uma potência política, ideológica, militar, científica e tecnológica, além de causar inveja em todo o mundo", disse o premiê, citada pela agência de notícias oficial do país.

 

Os elogios surgem em meio às negociações entre os EUA e a Coreia do Sul para convencer Pyongyang a continuar com seu desarme. As tensões aumentaram em maio deste ano, quando a Coreia do Norte realizou um teste nuclear e lançou foguetes para testar seu dispositivo antimísseis.

 

Apesar dos testes, o regime de Jong Il se aproximou de Washington e de Seul nas últimas semanas, além de ter libertados duas jornalistas americanas e vários prisioneiros políticos sul-coreanos. Pyongyang também fez convites às autoridades dos EUA para que visitem o país a fim de prosseguir as negociações.

 

A Coreia do Norte é um dos países mais pobres do mundo e a ajuda internacional que recebe tem diminuído consideravelmente durante o ano por conta dos testes nucleares. O aniversário de fundação do país é uma de suas principais datas comemorativas, assim como o aniversário de Jong Il e seu pai, Kim Il Sung, fundador da nação.

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