Coréia do Norte impulsionará poder nuclear

O presidente da Assembléia Popular Suprema da Coréia do Norte, Kim Yong-nam, reiterou nesta sexta-feira que seu país impulsionará sua "força de dissuasão militar" diante da "hostilidade" e pressões dos Estados Unidos. A ameaça diz respeito ao recém-adquirido poderio nuclear norte-coreano. Em declarações divulgadas pela agência norte-coreana KCNA, o número dois do regime afirmou que o país "tem direito legítimo à autodefesa", por meio do aumento "da força de dissuasão militar cem mil vezes se for preciso, em resposta à política de hostilidade reincidente dos Estados Unidos". As afirmações foram feitas às vésperas da celebração da festa pelo aniversário do fundador e primeiro presidente da Coréia do Norte, Kim Il-sung, pai do atuar líder norte-coreano, Kim Jong-il. Mesma advertência O representante da Coréia do Norte nas conversas a seis lados sobre o programa de armas nucleares norte-coreano, Kim Kye-gwan, fez a mesma advertência em Tóquio, no Japão, na quinta-feira, após participar de um fórum com seus interlocutores nessas negociações multilaterais. Estas conversas estão estagnadas desde novembro passado, devido ao boicote da Coréia do Norte. "Não é nada mau que se atrasem (as conversas nucleares). Durante esse tempo, podemos reforçar nosso poder de dissuasão", disse Kim. Para retomar as conversas, o país exige que os Estados Unidos retirem as sanções impostas em setembro e outubro passados contra um banco de Macau, onde o regime de Pyongyang tinha depósitos e contra várias instituições financeiras norte-coreanas. Os Estados Unidos, por sua vez, acusam essas empresas de lavagem de dinheiro obtido do tráfico de drogas e de falsificação de dólares, com o objetivo final de comprar componentes militares. Conversas As conversas sobre as armas nucleares norte-coreanas começaram em agosto de 2003, mais de dez meses depois de a Coréia do Norte reconhecer que tinha retomado seu programa de produção de bombas atômicas. Em fevereiro de 2005, o regime comunista anunciou que já tinha esse tipo de armamento de destruição em massa.

Agencia Estado,

14 Abril 2006 | 11h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.