REUTERS/Leah Millis
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Coreia do Norte inicia importante reunião que pode ser chave para diálogo com os EUA

Assembleia foi anunciada pelo Partido no início do mês; objetivo seria 'decidir sobre assuntos cruciais'

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2019 | 00h24

O Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte realizou a primeira sessão de um importante plenário que pode ser a chave para o futuro do diálogo sobre desnuclearização com os Estados Unidos, informou a propaganda do regime neste domingo, 29.

A primeira sessão da quinta reunião plenária do atual Comitê Central foi realizada no sábado, 28, em Pyongyang, e foi presidida pelo líder Kim Jong-un com objetivo de "tratar de questões importantes relacionadas ao partido, a construção do Estado e a defesa nacional", de acordo com a agência estatal KCNA.

A assembleia foi convocada "para superar as muitas provações e dificuldades e acelerar ainda mais o desenvolvimento da revolução, mantendo uma postura anti-imperialista transparente e independente e uma vontade firme". O texto da KCNA não adiciona mais detalhes de peso, além de "a reunião continua", o que implica que durará dois ou mais dias.

No início do mês, o regime anunciou a assembleia, que aconteceria na segunda quinzena de dezembro e serviria para "decidir sobre assuntos cruciais". O anúncio gerou grandes expectativas quanto à possibilidade de que durante a assembleia o país asiático decida mudar sua estratégia diplomática com os Estados Unidos no que tange ao diálogo sobre desnuclearização.

A reunião também chega pouco antes do prazo proposto por Pyongyang (até o final do ano) para Washington apresentar uma nova oferta na negociação e dias antes de Kim Jong-un entregar seu tradicional discurso de Ano Novo, em o que poderia dar pistas sobre a posição que seu regime adotará.

A Coréia do Norte também sugeriu recentemente que os Estados Unidos poderiam receber um "presente de Natal" se não mudasse de posição. Nas últimas semanas, o Pentágono reforçou a vigilância aérea sobre a península coreana, ante a possibilidade do exército norte-coreano lançar um míssil.

O diálogo sobre o desarmamento não progrediu desde a falha cúpula de fevereiro em Hanói, onde Washington considerou insuficiente a oferta de Pyongyang em relação ao desmantelamento de seus ativos nucleares e se recusou a suspender as sanções econômicas. Também não foi realizada uma reunião de trabalho em Estocolmo, no início de outubro, para desbloquear a situação. /EFE

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