Korean Central News Agency/Korea News Service via AP
Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

Coreia do Norte realiza novo teste de mísseis, afirma Coreia do Sul

Ofensiva de Kim Jong-un ocorre cinco dias depois de dois mísseis serem lançados como um alerta à Coreia do Sul e aos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 21h14

SEUL - Militares sul-coreanos disseram que a Coreia do Norte realizou seu segundo teste de mísseis em menos de uma semana nesta quarta-feira, 31, ao disparar dois projéteis balísticos de curto alcance em sua costa leste. 

O Comando Conjunto da Coreia do Sul lamentou os lançamentos e afirmou, em comunicado, que os mísseis foram lançados a partir de Wonsan, uma cidade que os norte-coreanos apontam como destino de férias, mas que também usam como local regular para lançamentos de mísseis. Até o momento, Pyongyang não confirmou e nem desmentiu o lançamento.

Os militares sul-coreanos acreditam que os dois mísseis voaram cerca de 250 quilômetros a uma altitude máxima de 30 quilômetros. As Forças Armadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão tentando reunir mais detalhes. O teste, mais uma violação de Pyongyang quanto às resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)acontece quando as negociações nucleares entre os norte-coreanos e os EUA estão em um impasse.

"Os repetidos lançamentos de mísseis do Norte não ajudam os esforços para aliviar as tensões na Península Coreana. Pedimos que a Coreia do Norte pare com esse tipo de comportamento", apontou o comunicado sul-coreano. Já o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse a repórteres que os lançamentos não são "uma ameaça à segurança nacional japonesa". O ministro de Defesa do Japão, Takeshi Iwaya, por sua vez, afirmou que os mísseis lançados não alcançaram a zona econômica exclusiva do Japão e reforçou que as autoridades ainda estavam analisando detalhes dos disparos, inclusive a distância e a trajetória dos mísseis. 

Na quinta-feira, 25, o líder norte coreano Kim Jong-un já havia lançado dois mísseis definidos por ele mesmo como um “novo tipo” de míssil, como sinal de um “aviso solene” à Coreia do Sul e aos Estados Unidos de suas intenções de realizar treinamentos militares em conjunto, o qual fazem anualmente.

Os mísseis lançados na semana passada foram o primeiro disparo desde que Kim e Donald Trump entraram em um acordo para retomar as conversações sobre a questão nuclear, em um encontro aparentemente de última hora em junho, quando Trump retornava da cúpula do G-20 no Japão. Ele é o primeiro presidente americano a pisar em solo norte coreano.

O diálogo, entretanto, ainda não começou. Já antes dos lançamentos recentes, Pyongyang havia advertido que as recentes conversações poderiam não ocorrer, devido à negativa inicial de Washington e Seul em não fazer as manobras conjuntas anuais entre os soldados de ambos os países.

Mesmo assim, Trump minimizou a relevância da linguagem bélica de Kim, afirmando que o líder norte-coreano estava lançando uma advertência à Coreia do Sul, e não aos EUA. “Não lançou uma advertência aos Estados Unidos”, disse em coletiva de imprensa na Casa Branca. O Norte e o Sul “têm suas disputas”, acrescentou. / AP e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.