Arquivo/KCNA/Efe
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Coreia do Norte levou mísseis para costa leste, diz ministro do Sul

Kim Kwan-jin ressaltou, no entanto, não ter sinais de que Pyongyang se prepare para amplo conflito

Agência Estado

04 de abril de 2013 | 09h56

SEUL - A Coreia do Norte transferiu mísseis com "alcance considerável" para sua costa leste, informou o ministro da Defesa sul-coreano nesta quinta-feira, 4, acrescentando porém que não há sinais de que Pyongyang esteja se preparando para um amplo conflito.

A informação foi divulgada horas depois de o Exército norte-coreano ter advertido que recebeu autorização para atacar os Estados Unidos usando armas nucleares "menores, mais leves e diversificadas", o mais recente grito de guerra contra os EUA nas últimas semanas.

A referência a armas menores pode ser uma forma de afirmar que Pyongyang melhorou sua tecnologia nuclear, mas também pode ser um blefe.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, disse que não conhece as razões por trás do movimento de mísseis e que "pode ser teste ou exercícios militares."

Ele descartou as informações divulgadas pela mídia japonesa que indicavam que o míssil poderia ser um KN-08, que, acredita-se, seja um míssil de longa distância que poderia atingir os Estados Unidos. Kim disse durante uma reunião de um comitê do Parlamento que o míssil tem "alcance considerável", mas não o suficiente para atingir o território continental norte-americano.

Especialistas dizem que a Coreia do Norte não demonstrou que tem mísseis capazes de atingir longas distâncias ou que sejam precisos. Alguns acreditam que os mísseis de longo alcance mostrados por Pyongyang durante uma parada no ano passado eram, na verdade, falsos.

"Até onde sabemos a respeito do estoque existente, a Coreia do Norte tem mísseis e curto e médio alcance que podem complicar a situação na península coreana (e talvez chegar ao Japão), mas não temos qualquer evidência da existência de mísseis de longo alcance que poderiam atingir o território continental dos Estados Unidos, Guam ou o Havaí", escreveu recentemente James Hardy, editor para Ásia e Pacífico do semanário IHS Jane''s Defence.

Kim Kwan-jin disse que se a Coreia do Norte estivesse se preparando para um conflito em larga escala, haveria sinais, dentre eles a mobilização de uma série de unidades, dentre elas a de suprimentos e tropas de retaguarda, mas autoridades militares sul-coreanas não perceberam tais preparativos.

Pelo segundo dia seguido, nesta quinta-feira, autoridades norte-coreanas negaram a entrada de sul-coreanos que gerenciam as fábricas do complexo industrial de Kaesong. Os sul-coreanos que estão no local receberam permissão para voltar para casa.

Comunicado do Exército norte-coreano divulgado nesta quinta-feira, feito por um porta-voz não identificado do Escritório Geral do Exército do Povo Coreano, diz que suas tropas foram autorizadas a conter uma "agressão" norte-americana com "contrarreações militares poderosas e práticas", que incluem armas nucleares.

As informações são da Associated Press

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