Coreia do Norte liberta missionário dos Estados Unidos detido

Norte-americano queria entregar uma carta ao ditador Kim Jong-il pedindo o fim dos campos de trabalho

Efe,

06 de fevereiro de 2010 | 06h12

O missionário americano Robert Park, detido no último dia 24 de dezembro após entrar "ilegalmente" na Coreia do Norte pela fronteira com a China, foi libertado pelo Governo de Pyongyang, e já chegou a Pequim, informou neste sábado,6, a agência sul-coreana Yonhap.

 

Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Pyongyang decidiu perdoar e libertar o americano após ele ter reconhecido seu erro e demonstrou "sincero arrependimento".

 

Park, de 28 anos, é missionário e ativista pró direitos humanos. De origem coreana, ele tinha cruzado a fronteira com o objetivo de entregar uma carta ao líder norte-coreano, Kim Jong-il, e pedir o fechamento dos campos de trabalho de seu país, segundo a imprensa da Coreia do Sul.

 

A KCNA explicou que as autoridades da Coreia do Norte detiveram o cidadão americano por "entrar ilegalmente" no país comunista, do qual tem uma "noção equivocada", segundo a agência norte-coreana.

 

O anúncio de sua libertação acontece enquanto o regime norte-coreano ainda mantém detido desde 25 de janeiro outro cidadão dos EUA, cuja identidade não foi divulgada, também por tentar entrar "ilegalmente" no país, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

 

Park é membro de um dos grupos cristãos que condenaram a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte. Dias antes de atravessar a fronteira, o missionário tinha dito em Seul que, caso fosse preso na Coreia do Norte, não queria que o Governo americano o libertasse.

 

Ele foi o terceiro cidadão americano detido no ano passado na Coreia do Norte por entrada ilegal, depois que duas jornalistas foram presas em março na fronteira com a China enquanto gravavam imagens para um documentário sobre o tráfico de mulheres refugiadas norte-coreanas.

 

As duas repórteres, que chegaram a ser condenadas a doze anos de trabalhos forçadas, foram liberadas em agosto graças à mediação do ex-presidente Bill Clinton.

 

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