Coreia do Norte liberta trabalhador do Sul preso desde março

Decisão do regime acontece após a visita do ex-presidente Clinton, que conseguiu a soltura de duas americanas

Reuters,

13 de agosto de 2009 | 09h12

A Coreia do Norte libertou um trabalhador sul-coreano acusado de insultar líderes do governo comunista após quase meses de prisão e o devolveu ao Sul neste quinta-feira, 13, numa medida que deve amenizar as tensões entre as duas nações rivais. A decisão do governo norte-coreano de libertar o funcionário da Hyundai acontece após a visita no mês passado do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, que reuniu-se com o recluso líder Kim Jong-il e conseguiu a libertação de duas jornalistas norte-americanas que também estavam presas desde março, acusadas de entrar ilegalmente no país.

 

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A libertação também pode levar a uma retomada dos laços comerciais entre a gigante sul-coreana Hyundai e o governo de Pyongyang e acalmar a preocupação dos investidores sobre um eventual conflito na região. A presidente da empresa, Hyun Jeong-eun, chegou a Pyongyang na segunda-feira para tentar a soltura do funcionário identificado por seu nome de família, Yoo, e que estava detido em um parque industrial conjunto.

 

Yoo foi devolvido a autoridades sul-coreanas no parque industrial de Kaesong, cerca de 70 quilômetros a noroeste de Seul, de acordo com o Ministério da Unificação. Ele estava detido desde março no parque onde cerca de 100 empresas sul-coreanas utilizam mão de obra e terreno baratos da Coreia do Norte para produzir seus produtos.

 

O Norte elevou a tensão nos últimos meses na região ao realizar um teste nuclear, lançar mísseis balísticos e ameaçar atacar o vizinho capitalista. As duas Coreias estão tecnicamente em guerra, já que o conflito de 1950-53 na península acabou com uma trégua, não um tratado de paz.

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