Coréia do Norte não chega a acordo sobre desarmamento

Representantes de seis países não conseguiram chegar a um acordo sobre a resolução que dará início ao processo de desarmamento nuclear da Coréia do Norte após três dias de discussões. No entanto, expressaram esperanças de que o impasse sobre como compensar Pyongyang pela desarmamento possa ser resolvido em mais um ou dois dias. "Acredito que estamos por um único principal assunto, o qual, creio, temos capacidade de resolver", disse o secretário-assistente de Estado dos Estados Unidos, Christopher Hill. Segundo ele, a Coréia do Norte "quer uma medida muito precisa sobre como iremos adiante". Hill não detalhou, mas acrescentou que o impasse levará um ou mais dias para ser resolvido.Os Estados Unidos, a China, o Japão, a Rússia e a Coréia do Sul querem que a Coréia do Norte concorde, durante as negociações, tomar um primeiro passo concreto em direção ao abandono de seu programa nuclear. De acordo com informações da agência de notícias sul-coreana Yonhap, a proposta da China - apresentada depois que a Coréia do Norte aceitou em princípio iniciar uma rodada de negociações - oferece ao país comunista uma ajuda não específica de energia, desde que feche suas principais usinas nucleares em dois meses.A Coréia do Norte quer receber uma ajuda equivalente a 2 milhões de quilowatts de eletricidade durante o período inicial de desarmamento, informa a agência sul-coreana. A agência de notícias japonesa Kyodo diz que a Coréia do Norte pediu também 2 milhões de toneladas de óleo combustível no acordo.O representante russo, Alexander Losyukov, confirmou que os volumes de ajuda haviam sido discutidos durante os encontros. "O trabalho sobre o documento final continua. O maior desafio neste sábado foi definir os montantes para a planejada ajuda", teria dito Losyukov, segundo a agência de notícias russa Interfax.O ministro das Relações Exteriores da China, Qin Gang, considerou grandes as diferenças entre as partes envolvidas nas negociações. Segundo Gang, as negociações focaram-se na assistência econômica e energético à Coréia do Norte. "Não esperamos ver progressos rápidos, já que ainda há riscos de mudanças imprevistas", afirmou.

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