Coreia do Norte pede a estrangeiros que saiam do país

O governo da Coreia do Norte pediu nesta terça-feira que todos as empresas e turistas estrangeiros e deixem o país, afirmando que Pyongyang e Seul estão à beira de uma guerra nuclear. A nova ameaça parece ser uma tentativa de manter a região em suspense sobre as reais intenções do governo norte-coreano.

Agência Estado

09 de abril de 2013 | 08h41

Para os analistas, um ataque direto contra Seul é extremamente improvável e não há sinais de que o Exército norte-coreano, composto por 1,2 milhão de soldados, esteja se preparando para a guerra, muito menos um conflito nuclear.

"A situação na península coreana está avançando para uma guerra termonuclear em razão das ações cada vez mais indisfarçavelmente hostis dos Estados Unidos e de seu fantoche belicista, a Coreia do Sul, e sua movimentações para uma guerra contra" o Norte, diz um comunicado do Comitê de Paz Ásia Pacífico da Coreia do Norte, organização que cuida de questões regionais.

O comunicado é semelhante a ameaças anteriores que os analistas entendem como uma tentativa de elevar a ansiedade em capitais estrangeiras. Observadores disseram que a torrente de ameaças norte-coreanas faz parte dos esforços para elevar a histeria e em parte firmar a imagem do jovem Kim Jong Un em seu próprio país como um líder militar forte.

Outra razão pode ser a tentativa de conquistar políticas mais amigáveis para Pyongyang da parte da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. Na semana passada, o governo norte-coreano disse ao diplomatas estrangeiros em Pyongyang que não seria capaz de garantir sua segurança após quarta-feira. Não ficou claro o significado desta data.

Oficiais da Defesa dos Estados Unidos e da Coreia do Sul disseram que não veem indícios que indicam que Pyongyang está se preparando para uma grande ação militar. Apesar disso, Estados Unidos e Coreia do Sul elevaram suas posturas de defesa, assim como o Japão, que enviou interceptadores de mísseis PAC-3 para localizações importantes ao redor de Tóquio nesta terça-feira, como precaução contra possíveis testes de mísseis balísticos norte-coreanos.

Também nesta terça-feira, a Coreia do Norte informou a suspensão dos trabalhos no parque industrial de Kaesong, instalado nas proximidades da fronteira com a Coreia do Sul. Pyongyang retirou mais de 50 mil trabalhadores do complexo, o último exemplo de cooperação política entre os dois países.

Outros projetos de cooperação comum, como a reunião de famílias separadas pela guerra e visitas às montanhas norte-coreanas foram interrompidos nos últimos anos. As informações são da Associated Press.

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