Coreia do Norte pede fim de sanções antes de diálogo nuclear

Ministério de Exteriores do país exige suspensão das sanções para que 'discussão tenha condições igualitárias'

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 10h42

A Coreia do Norte reiterou nesta segunda-feira, 18, que não retomará diálogo nuclear se não forem suspensas previamente as sanções impostas contra o país, informou a agência oficial norte-coreana KCNA.

 

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Em comunicado, um porta-voz do Ministério de Exteriores norte-coreano pediu que fossem eliminadas as "causas" que bloquearam essas negociações, antes de retomar a reunião de seis lados sobre seu programa nuclear.

 

"Se nos sentamos à mesa de diálogo ainda sob sanções, não será um diálogo igualitário, mas se transformará em reunião entre acusado e juiz", acrescentou o porta-voz norte-coreano, que insistiu que seu país não se opõe ao diálogo nuclear nem tem razões para atrasá-lo.

 

O comunicado norte-coreano chega após os Estados Unidos declararem na semana passada que as sanções contra o regime comunista norte-coreano serão suspensas assim que Pyongyang retomar o diálogo multilateral, que envolve também China, Japão, Rússia e Coreia do Sul.

 

Em abril, a Coreia do Norte considerou morta a reunião de seis lados após a condenação da ONU ao lançamento de um foguete de longo alcance, que foi seguido de seu segundo teste nuclear subterrâneo.

 

Além disso, a Coreia do Norte reiterou hoje a demanda feita na semana passada para celebrar uma reunião para debater um tratado de paz que substitua o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953).

 

Por meio do jornal Rodong Sinmun do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, a Coreia do Norte chamou a vizinha do Sul a trabalhar para melhorar as relações bilaterais. "A deterioração das relações entre Coreia do Norte e do Sul, apesar de nossos esforços, se deve à postura anacrônica e de anti-unificação promovida pelas autoridades sul-coreanas", indicou o regime de Pyongyang.

 

O comentário chegou depois de a Coreia do Norte ameaçar na sexta-feira passada com uma "guerra santa" a Coreia do Sul em resposta aos planos de invasão de Seul e Washington em caso de instabilidade política no país comunista.

 

Apesar das ameaças da semana passada, a Coreia do Norte autorizou hoje a viagem de uma delegação sul-coreana prevista para amanhã no complexo industrial de Kaesong, situado na fronteira com Coreia do Sul, para discutir a forma de melhorar o funcionamento desse parque conjunto. Essa reunião será o primeiro encontro oficial que realizam ambos os países neste ano.

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