Coreia do Norte pode lançar novo míssil, dizem EUA

Satélite espião flagra movimentação na base em que suposto projétil de longo alcance foi lançado em abril

29 de maio de 2009 | 13h47

Os satélites de espionagem americanos detectaram uma atividade de veículos em um ponto de lançamento de mísseis da Coreia do Norte, o que pode significar outro teste do regime comunista, informa nesta sexta-feira, 29, a imprensa dos Estados Unidos. A rede de TV CNN citou dois funcionários do Pentágono, sem identificá-los, que disseram que a atividade é similar à que antecedeu o lançamento, meses atrás, de um suposto míssil norte-coreano de longo alcance Taepodong.

 

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Mais cedo, a Coreia do Norte testou mais um míssil de curto alcance da base de lançamento de Musudan-ni launch, na costa leste, informou um funcionário do governo sul-coreano, que falou em condição de anonimato. Foi o sexto teste de mísseis realizado pela Coreia do Norte desde o teste nuclear realizado pelo país na segunda-feira. O funcionário não divulgou mais detalhes, mas a agência sul-coreana de notícias Yonhap, citando uma fonte não identificada do governo norte-coreano afirmando que m míssil é de um novo tipo de artefato terra-ar que tem uma alcance de até 260 quilômetros.

 

A Yonhap disse acreditar que o míssil é uma versão melhorada do SA-5, que a Coreia do Norte usou pela primeira vez em 1963 e lançou em regiões do leste e oeste do país. O SA-5 foi originalmente produzido pela União Soviética. O lançamento foi feito horas depois de Pyongyang prometer adotar mais medidas de "autodefesa" se a Organização das Nações Unidas (ONU) decidir punir o regime comunista com mais sanções. "Se o Conselho de Segurança da ONU nos provocar, nossas medidas adicionais de autodefesa serão inevitáveis", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do país, num comunicado transmitido pelos meios de comunicação oficiais.

 

Os membros do Conselho estão tentando fechar um acordo sobre novas sanções contra Pyongyang depois de o governo norte-coreano ter assombrado o mundo com a realização de seu segundo teste nuclear, na última segunda-feira. "Quaisquer atos hostis do Conselho de Segurança serão equivalentes à demolição do armistício", disse o Ministério, numa referência ao cessar-fogo que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953).

 

"O mundo logo testemunhará como nosso Exército e nosso povo se levanta contra a opressão e o despotismo do Conselho de Segurança das Nações Unidas e preserva sua dignidade e independência", acrescenta o comunicado. O texto não dá detalhes sobre quais medidas seriam adotadas, mas reitera que o teste nuclear de segunda-feira foi uma "medida de autodefesa".

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