Coreia do Norte põem artilharia em posição de combate

O Exército da Coreia do Norte advertiu nesta terça-feira que suas forças de artilharia e foguetes estão na mais alta posição de combate. Trata-se da mais recente ameaça do país, cujo alvo é a Coreia do Sul e os Estados Unidos

Agência Estado

26 de março de 2013 | 10h29

O Ministério da Defesa de Seul disse que não percebeu qualquer atividade militar suspeita na vizinha Coreia do Norte e que as autoridades vão analisar a advertência.

Analistas dizem que um ataque direto norte-coreano é extremamente improvável, especialmente durante os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Norte, que terminam em 30 de abril, embora haja alguma preocupação sobre a provocação após o final dos treinamentos.

As duas Coreias já registraram vários confrontos navais sangrentos nas disputadas águas do Mar Amarelo desde 1999. Em novembro de 2010, a artilharia norte-coreana atacou uma ilha sul-coreana e matou dois fuzileiros navais e dois civis. Um suposto torpedo norte-coreano afundou um navio de guerra sul-coreano no início do mesmo ano, matando 46 marinheiros sul-coreanos. Pyongyang nega ter afundado o navio.

A Coreia do Norte está irritada com os exercícios de guerra realizados por Seul e Washington e com a intensificação das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por causa de seu teste nuclear de 12 de fevereiro. O país prometeu lançar um ataque nuclear contra os Estados Unidos e repetiu sua ameaça de reduzir o armistício que encerrou a Guerra da Coreia a um "cessar-fogo".

Apesar da retórica, analistas externos não enxergam qualquer prova de que a Coreia do Norte tenha a tecnologia necessária para construir uma ogiva pequena o suficiente para ser colocado num míssil.

Nesta terça-feira, o Comando Supremo do Exército norte-coreano disse que tomará "ações militares práticas" para proteger a soberania nacional e sua liderança, em resposta a o que chamou de complôs dos Estados Unidos e da Coreia do Sul de atacar o país.

O comunicado, divulgado pela agência estatal de notícias norte-coreana Korean Central News Agency, cita a participação de bombardeios B-52, que podem carregar bombas atômicas, durante os exercícios militares conjuntos.

A Coreia do Norte colocou em campo suas forças de artilharia - que incluem foguetes estratégicos e unidades de artilharia de longo alcance que tem "capacidade para atingir bases do agressor imperialistas Estados Unidos em seu território e no Havaí e em Guam e outras zonas operacionais no Pacífico, assim como todos os alvos inimigos na Coreia do Sul e seus arredores", diz o comunicado. As informações são da Associated Press.

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