Coreia do Norte promete reforçar arsenal nuclear

Pyongyang critíca 'política hostil' do governo Obama; EUA alertam para consequências de novo teste nuclear

Agências internacionais,

08 de maio de 2009 | 05h12

A Coreia do Norte prometeu nesta sexta-feira, 8, reforçar seu arsenal nuclear em resposta ao que chamou de persistente "política hostil" dos EUA, enquanto um enviado americano está na região para tentar restabelecer as negociações sobre desarmamento. O representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, voltou a insistir para que Pyongyang não promova um novo teste nuclear e advertiu que haverá consequências se for realizado.

 

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"O estudo da política implementada pelo governo Obama nos últimos 100 dias desde sua aparição deixou claro que a política hostil dos EUA em relação à Coreia do Norte permanece inalterada", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. "A Coreia do Norte reforçará sua linha de defesa nuclear, conforme já havia deixado claro", acrescentou o porta-voz, num comunicado oficial

 

O funcionário acrescentou que será em vão se sentar à mesa de negociações com os EUA enquanto este continuar mostrando a mesma política com Pyongyang. Além disso, destacou que as recentes medidas que a Coreia do Norte tomou para reforçar a segurança do país, em referência a suas medidas de rearmamento, não são destinadas a pressionar ninguém para que dialogue com Pyongyang.

 

O comentário norte-coreano coincidiu com a chegada do representante dos EUA, cujo objetivo é tentar retomar o diálogo de seis lados para o desmantelamento nuclear do regime comunista. "Se a Coreia do Norte realizar seu segundo teste nuclear, haverá consequências", afirmou Bosworth, que está na Coreia do Sul depois de passar pela China.

 

O enviado americano reiterou, após reunião com o ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yu Myung-hwan, que os EUA estão dispostos a manter encontros multilaterais e bilaterais com a Coreia do Norte. Bosworth assegurou ainda que, para os EUA, as portas do diálogo (com Pyongyang) estarão sempre abertas, assim como dos demais países participantes das negociações (China, Japão, Rússia e Coreia do Sul).

 

Depois que o Conselho de Segurança da ONU condenou o lançamento de um foguete que a Coreia do Norte realizou em 5 de abril e apertou as sanções contra o país, o governo norte-coreano anunciou que estava abandonando as negociações entre seis países sobre desarmamento nuclear e restabelecendo um programa para fabricar plutônio com fins militares. Na semana passada, a Coreia do Norte disse que fará um segundo teste nuclear, além de testes de mísseis balísticos, a menos que a ONU peça desculpas. O grupo de negociação sobre o desarmamento inclui as duas Coreias, os EUA, a China, a Rússia e o Japão.

 

Texto atualizado às 8h50.

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