Coreia do Norte promete resposta a qualquer ação da ONU

Condenação a lançamento de foguete representará 'violação à soberania', diz embaixador; Japão busca sanções

Agências internacionais,

07 de abril de 2009 | 18h23

Se o Conselho de Segurança da ONU tomar qualquer ação em resposta ao lançamento do foguete norte-coreano realizado no fim de semana, Pyongyang irá reagir, disse o representante da Coreia do Norte nas Nações Unidas nesta terça-feira, 7. "Se o Conselho de Segurança der qualquer tipo de passo, vamos considerar isso uma violação a nossa soberania e a próxima opção será nossa", afirmou o embaixador Pak Tok Hun. As medidas, acrescentou, poderão ser seguidas de represarias "fortes e necessárias."

 

Veja também:

linkONU deve ter posição firme sobre Coreia do Norte, diz Hillary

linkLançamento representa perigo real aos EUA 

videoT V mostra imagens de lançamento de foguete

video Roberto Godoy analisa a tensão entre Pyongyang e EUA

lista Conheça o arsenal de mísseis norte-coreano

 

Mais cedo, o chanceler japonês, Hirofumi Nakasone, assegurou que seu país não interromperá a busca por uma resolução da ONU que condene a Coreia do Norte por ter lançado o foguete. "Se o Conselho de Segurança da ONU deixar de lado o assunto e não emitir uma resposta adequada, isso criaria dúvidas sobre sua credibilidade", apontou Nakasone.

 

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e Japão fracassaram na segunda-feira na tentativa de chegar a um acordo sobre uma reação conjunta à crise aberta pelo lançamento de um foguete de longo alcance norte-coreano, no domingo passado. O Conselho de Segurança tinha fracassado também em seu primeiro encontro, realizado no domingo, e concordou em voltar a se reunir-se nesta terça.

 

China e Rússia apelaram à proporcionalidade e à moderação na hora de adotar uma resposta na ONU sobre a ação norte-coreana, que Japão, EUA, e Coreia do Sul consideram mais um passo no desenvolvimento do programa de mísseis balísticos do regime comunista. Os dois países se opõem com seu poder de veto no Conselho de Segurança a qualquer medida contundente que possa pôr em perigo as negociações sobre a desnuclearização norte-coreana.

 

Segundo a Chancelaria japonesa, no entanto, "a adoção de uma resolução seria desejável". "Está claro que o lançamento do foguete que sobrevoou o Japão é uma violação da resolução 1718", reiterou nesta terça Nakasone, em alusão ao acordo da ONU de outubro de 2006 que impede a Coreia do Norte de disparar mísseis balísticos.

 

O regime comunista de Pyongyang assegurou no domingo que lançou com sucesso um foguete de três peças que colocou em órbita seu satélite de comunicações Kwangmyongsong-2. A Coreia do Norte nega que esse lançamento tenha sido de um míssil de longo alcance capaz de chegar até a costa oeste dos EUA, concretamente até o Alasca, como suspeitam no Ocidente, e mantém que foi um satélite de comunicações que está já orbitando.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteEUAprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.