Mario Anzuoni/Reuters
Mario Anzuoni/Reuters

Coreia do Norte propõe investigação conjunta com EUA sobre caso Sony

Para provar que Pyongyang não teve nada a ver com o ataque cibernético, país oferece uma aliança ao governo americano

O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2014 | 10h29

PYONGYANG - A Coreia do Norte propôs neste sábado, 20, a realização de uma investigação conjunta com os Estados Unidos sobre o ataque de hackers contra a Sony Pictures Entertainment. O país advertiu a respeito das "sérias" consequências caso Washington rejeite a investigação que, afirma, provará que Pyongyang não teve nada a ver com o ataque cibernético.

Autoridades americanas responsabilizam a Coreia do Norte pela invasão dos sistemas da empresa, citando as ferramentas usadas no ataque à Sony e ações anteriores ligadas ao país ao norte da Península Coreana. Washington prometeu uma resposta.

A invasão resultou na divulgação de dezenas de milhares de e-mails confidenciais de funcionários da empresa, além de arquivos sobre seus negócios. As ameaças terroristas sofridas pela Sony fizeram a companhia cancelar o lançamento do filme A Entrevista. A comédia é sobre um plano para assinar o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Neste sábado, um porta-voz não identificado do Ministério de Relações Exteriores em Pyongyang disse que a Coreia do Norte sabe como provar que não é responsável pelo ataque e, por isso, os Estados Unidos precisam aceitar sua proposta para uma investigação conjunta.

"Os Estados Unidos precisam ter em mente que vão enfrentar sérias consequências no caso da rejeição de nossa proposta para uma investigação conjunta", declarou o porta-voz em comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias Coreana, de Pyongyang.

"Temos como provar que não temos nada a ver com o caso, sem termos de usar a tortura, como a CIA faz", disse ele.

Na sexta-feira, o presidente Barack Obama declarou que a Sony "cometeu um erro" ao cancelar o lançamento da comédia e prometeu que os Estados Unidos responderão "onde e da forma e hora que escolhermos" ao ataque.

"Eu gostaria que eles tivessem falado comigo antes...Não podemos ter uma sociedade na qual algum ditador em algum lugar pode começar a impor a censura", declarou Obama em sua coletiva de imprensa de fim de ano, falando sobre os executivos da Sony Pictures Entertainment.

A Sony disse não ter tido escolha, já que os cinemas estavam se recusando a exibir o filme. /AP

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