Google Street View/ Reprodução
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Coreia do Norte qualifica como 'ataque terrorista' o assalto à sua embaixada em Madri

País asiático comenta pela primeira vez sobre roubo de informações e agressão a funcionários ocorridos em fevereiro

EFE e AFP, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2019 | 04h05

SEUL - Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte qualificou neste domingo, 31, o assalto à embaixada deste país em Madri como um "grave ataque terrorista", no que representa a primeira reação de Pyongyang ao incidente que aconteceu no último dia 22 de fevereiro.

"A intrusão em uma missão diplomática, a sua ocupação e o ato de extorsão constituem uma grave vulneração da soberania de um Estado e uma flagrante violação da lei internacional. Atos deste tipo nunca devem ser tolerados."

Durante o assalto, que foi reivindicado por um grupo opositor ao regime, o pessoal da embaixada foi amarrado e agredido por 10 homens que depois roubaram pen drives, computadores e discos rígidos com imagens de segurança e outras informações, segundo o auto judicial divulgado pela Audiência Nacional da Espanha.

Quem liderou o assalto foi o mexicano Adrián Hong Chang, um mexicano de 35 anos, residente nos Estados Unidos e que tinha outras duas identidades, uma delas "Oswaldo Trump". 

Segundo o tribunal, Adrián teria agido por conta própria, sem seguir ordem de terceiros e fugido para os Estados Unidos após o assalto.

Chang e seus associados, que incluíam um americano e um sul-coreano, usaram armas de fogo falsas, machados, facas e barras de ferro para render os funcionários da embaixada. Valendo-se de "um descuido do pessoal", eles entraram na legação e espancaram os ocupantes "até que conseguiram reduzi-los e colocar algemas e travas para imobilizá-los". Uma das funcionárias conseguiu fugir pela janela e chamar a polícia.

Quando a polícia chegou, Chang colocou uma jaqueta com um broche com o rosto do líder norte-coreano, Kim Jong-un, e se apresentou como um alto dirigente aos policiais e afirmou que não havia problema algum na embaixada.

Depois de várias horas na embaixada, o mexicano conseguiu sair chamando um Uber. Viajou para Lisboa e, de lá, pegou um avião para Nova Jersey. Uma vez em território americano, ofereceu, em 27 de fevereiro, as informações roubadas ao FBI.

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