KCNA via REUTERS
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Coreia do Norte qualifica sanções da ONU de ‘ilegais’ e critica países que as apoiaram

Em comunicado, Pyongyang disse que ‘está disposta a empreender medidas estratégicas’ e acusou os EUA de ‘forçarem outros países a adotar as sanções por medo’

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 10h34

SEUL - A Coreia do Norte ameaçou nesta terça-feira, 8, buscar "medidas estratégicas" e "ações físicas" após as sanções adotadas no sábado contra o país por parte do Conselho de Segurança da ONU, às quais qualificou de "ilegais".

Em um comunicado, Pyongyang voltou a criticar as últimas sanções aprovadas pela ONU como medida punitiva pelos seus testes de mísseis, e lançou novas ameaças contra os EUA e os demais países que as apoiaram.

"Não devem esquecer que (a Coreia do Norte) está disposta a empreender, sem dúvidas, medidas estratégicas, incluindo medidas físicas, que mobilizem todo o nosso poder nacional", disse um porta-voz do Comitê Norte-Coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, em declarações publicadas pela agência de notícias estatal KCNA.

O comitê, filiado ao Partido Norte-Coreano dos Trabalhadores, também acusou os EUA de "forçarem outros países a adotar as sanções por medo", e tachou a resolução da ONU de "ato terrorista" e "documento ilegal".

Em outro comunicado divulgado pela KCNA, o regime liderado por Kim Jong-un também censurou Seul por realizar manobras com fogo real perto da fronteira ocidental com o Norte, e ameaçou o país vizinho ao dizer que poderia "transformar as ilhas fronteiriças do oeste, e inclusive Seul, em um mar de chamas".

A Coreia do Norte defende que o seu programa nuclear e de mísseis pretende apenas impedir uma eventual invasão dos EUA, país com o qual se mantém tecnicamente em guerra há mais de 60 anos.

Críticas

A Coreia do Norte disse ainda que China e Rússia, dois de seus aliados mais próximos, e outros países que apoiaram as últimas sanções da ONU deveriam "sentir vergonha" e "pagar caro" por isso. O regime lembrou que o presidente americano, Donald Trump, "estendeu seu agradecimento à China e à Rússia por sua cooperação na adoção da resolução".

Os países que apoiaram as sanções, segundo Pyongyang, o fizeram "após abandonarem suas crenças, suas consciência e obrigações, e deveriam sentir vergonha perante a consciência do mundo, deveriam refletir profundamente sobre os seus erros diante do tribunal severo da história e da humanidade, e pagar caro por isso". / AFP e EFE

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