Charles Dharapak/AP
Charles Dharapak/AP

Coreia do Norte quebrou regras e deve ser punida, diz Obama

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul criticam lançamento de foguete, enquanto China e Rússia pedem calma

Agências internacionais,

05 de abril de 2009 | 09h24

O presidente americano, Barack Obama, criticou a Coreia do Norte neste domingo, 5, após o lançamento de um foguete capaz de carregar mísseis de longo alcance. Obama está em Praga, na República Tcheca, onde participa de um encontro com líderes europeus.

 

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"A Coreia do Norte quebrou as regras novamente. Esta violação deve ser punida e receber uma resposta enérgica da comunidade internacional", disse o presidente americano.  Obama ainda acusou Pyongyang de ignorar suas obrigações internacionais. " O país deu as costas aos pedidos de moderação e se isolou ainda mais", completou.

O foguete foi lançado de uma base no nordeste da Coreia do Norte nesta madrugada. O governo local sustenta que o dispositivo carregava um satélite de comunicações, que teria sido colocado em órbita com sucesso. Fontes militares dos EUA e da Coreia do Sul, no entanto, não identificaram nenhum novo satélite orbitando a Terra.

A Coreia do Sul qualificou o lançamento do foguete como um ato imprudente. Para o Japão, a atitude norte-coreana foi extremamente lamentável. A União Europeia condenou com firmeza o teste.

A China, o aliado mais próximo de Kim Jong-il, e a Rússia, pediram calma a todas as partes envolvidas na tensão. Pequim se ofereceu para desempenhar um papel construtivo na disputa, embora alguns analistas acreditem que o país possa bloquear novas sanções contra o país na ONU. O ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu calma e que os julgamentos sobre o lançamento se baseiem sobre os dados objetivos do lançamento norte-coreano.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que é sul-coreano, disse que o lançamento não era propício para a estabilidade mundial e pediu que Pyongyang retome a negociação das seis partes, que envolve Japão, China, Rússia, EUA e Coreia do Sul.

O enviado especial do governo americano para o país, Stephen Bosworth, também pediu a retomada das negociações para encerrar o programa nuclear norte-coreano, interrompidas desde o final do ano passado.

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