Coréia do Norte quer fim de sanções para se desarmar

A Coréia do Norte e os Estados Unidos sustentaram posições amplamente divergentes no início das conversas multilaterais para persuadir o regime comunista a abandonar seu programa nuclear, abertas nesta segunda feira. Em tom desafiador, a Coréia do Norte exigiu ser tratada como uma potência nuclear e exigiu a suspensão de todas as sanções impostas contra ela pelos Estados Unidos como condição para abandonar se desarmar. Em resposta, os norte-americanos recusaram-se a atender a exigência e alertaram que estão perdendo a paciência com o isolado país comunista."O nosso estoque de paciência já excedeu a exigência internacional por essa paciência, e nós deveríamos ser menos paciente e trabalhar mais rápido", disse o enviado norte-americano, Christopher Hill, que insistiu que as sanções permanecerão em vigor enquanto a Coréia do Norte não se desarmar. Hill disse também esperar que Pyongyang dê os primeiros passos nessa direção ainda esta semana. Esse foi o resultado da primeira rodada multilateral de negociações formais em torno do programa nuclear da Coréia do Norte, após mais de um ano de paralisação. Trata-se também do primeiro encontro entre Estados Unidos, Japão, China, Rússia e as duas Coréias, desde que Pyongyang promoveu um teste nuclear, no último dia 9 de outubro.As negociações em torno do programa nuclear norte-coreano foram retomadas nesta segunda-feira em Pequim, encerrando o boicote declarado por Pyongyang por causa das sanções financeiras impostas por Washington contra o regime comunista. No fim de 2005, os Estados Unidos impuseram algumas restrições ao banco Delta Asia de Macau, onde a Coréia do Norte possui contas que, de acordo com os norte-americanos, seriam utilizadas para contrabando e falsificação de dólares.Além da suspensão das sanções impostas pelos EUA, a Coréia do Norte também exige um reator nuclear de água leve, usado exclusivamente para a geração de eletricidade, e ajuda energética enquanto esse reator estiver sendo construído.

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