Coréia do Norte quer negociar questão nuclear apenas com EUA

Negociadores norte-coreanos disseram que a disputa pelas atividades nucleares do país só podem ser solucionadas por meio do diálogo com os Estados Unidos, comentou nesta quarta-feira um enviado sul-coreano ao retornar de Pyongyang.O enviado, Lim Dong-won, pretendia reunir-se com o presidente da Coréia do Norte, Kim Jong Il, para tentar dissuadi-lo pessoalmente de tentar produzir armas nucleares. Porém, o encontro não aconteceu e funcionários norte-coreanos disseram que Kim não estava em Pyongyang no momento da visita de Lim."Oficiais norte-coreanos repetiram que a questão nuclear diz respeito apenas à Coréia do Norte e aos Estados Unidos", disseLim, que entregou uma carta do presidente da Coréia do Sul, KimDae-jung, ao líder norte-coreano por intermédio de assessores.Em resposta por meio de seus assessores, Kim Jong Il agradeceu a seu colega sul-coreano pela carta e prometeu analisar suas recomendações, disse Lim durante entrevista coletiva.Ele descartou a possibilidade de uma pronta solução para o impasse nuclear na Península Coreana ao dizer que o processoserá extenso e gradual."A solução fundamental desta questão nuclear poderá ser resolvida apenas quando o país suspeito de produzir armasnucleares não sentir nenhuma ameaça à sua segurança e construir relacionamentos com outros países com base na confiança", disseele."É impossível verificar totalmente um programa de armas nucleares", comentou Lim ao referir-se à dificuldade de confirmar se o país vizinho mantém ou não um programa secreto de produção de armas atômicas.FronteiraA abertura da primeira linha em meio século que cruza a fronteira entre as duas Coréias, e que foi retardada por uma disputa, ocorrerá no próximo mês, disse nesta quarta-feira um enviado presidencial sul-coreano ao regressar de Pyongyang. Lim Dong-won, que se entrevistou com autoridades norte-coreanas durante sua visita de três dias à capital do Norte, disse que ambas as partes abrirão suas fronteiras no início de fevereiro aos turistas sul-coreanos que se dirigirem ao centro turístico da Montanha do Diamante. A Coréia do Sul acredita que posteriormente a linha ferroviária será estendida até a conexão com a ferrovia transiberiana - o que facilitará o acesso dos produtos sul-coreanos ao mercado russo e dos demais países da Europa Oriental. Além disso, esse cruzamento na fronteira provocará um aumento do intercâmbio comercial entre ods dois países. Além disso, os dois governos da Península Coreana concordaram em abrir uma estrada em sua fronteira oriental no começo de fevereiro a fim de permitir ao conglomerado sul-coreano Hyundai que conduza turistas ao complexo da Montanha de Diamante. Ao ser completada, a conexão será a primeira a atravessar a zona desmilitarizada que separa as duas Coréias - que tecnicamente continuam em guerra, iniciada em 1950; as hostilidades cessaram após a assinatura de um armistício em 1953.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.