Coreia do Norte rechaça reunificação

Plano, considerado ridículo, serviria para enfraquecer o regime comunista, diz Pyongyang

Agência Estado e Associated Press

17 de agosto de 2010 | 11h56

SEUL - A Coreia do Norte rejeitou nesta terça-feira, 17, uma nova proposta de reunificação da Península Coreana feita pela Coreia do Sul, descrevendo-a como um plano "ridículo" que teria em vista o enfraquecimento do regime comunista de Pyongyang em preparação para uma invasão militar apoiada pelos EUA.

 

A Península Coreana permanece tecnicamente em estado de guerra porque a Guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um armistício e não com um tratado formal de paz.

 

No domingo, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, propôs um processo de reunificação em três estágios - paz e desarmamento nuclear, integração econômica e uma eventual "comunidade da nação coreana". Lee também propôs a criação de um imposto especial para financiar os custos da reunificação.

 

A Coreia do Norte criticou o desarmamento nuclear como uma precondição para a reunificação. "Isso nada mais é que uma retórica ridícula para forçar (a Coreia do Norte) a se desarmar e realizar a ambição para uma invasão conjunta (da Coreia do Sul) com os EUA", afirmou, em comunicado, o Comitê do Norte para uma Reunificação Pacífica.

 

O governo norte-coreano também criticou a proposta de Lee de criar um novo imposto para a reunificação. Além disso, o governo norte-coreano disse que a proposta "não tem sentido" face às atuais tensões que pairam sobre a Península Coreana.

 

Lee fez a proposta em um momento de graves tensões entre as duas Coreias. Em março, o afundamento do navio de guerra sul-coreano Cheonan deixou 46 marinheiros mortos. Uma investigação internacional culpou a Coreia do Norte pelo afundamento, alegando que um submarino norte-coreano torpedeou o Cheonan. O Norte nega qualquer responsabilidade.

 

As tensões aumentaram ainda mais após a Coreia do Sul e os EUA iniciarem no mês passado manobras militares navais conjuntas e, ontem, terem anunciado outras manobras militares, essas terrestres e com simulações de computador. As manobras, apelidadas de "Ulchi Freedom Guardian" envolvem 56 mil soldados sul-coreanos e 30 mil norte-americanos na Coreia do Sul e durarão 11 dias.

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