Coréia do Norte reconfirma posse de armamento nuclear

A Coréia do Norte reconfirmou nesta terça-feira que possui armas nucleares e exige que os Estados Unidos forneçam "cooperação nuclear" ao invés de tentar desarmá-la. O anúncio ameaça aumentar as tensões sobre o programa nuclear da coreano. "Nós construímos armas nucleares com o único propósito de conter as ameaças nucleares dos Estados Unidos", disse o porta-voz do Ministério do Exterior da Coréia. É raro que a Coréia do Norte mencione suas capacidades nucleares de maneira tão explícita. O Estado comunista geralmente se refere ao seu arsenal nuclear como "força de impedimento nuclear". O país declarou no ano passado que possuía tais armamentos, apesar de a alegação não ter sido confirmada. "Se os Estados Unidos estão realmente interessados em descobrir uma maneira realista de resolver a questão nuclear da península coreana, seria sábio que cooperassem conosco", afirmou o porta-voz. Aparentemente, o porta-voz se referia ao recente acordo nuclear entre os Estados Unidos e a Índia, a partir do qual o governo americano fornecerá conhecimento técnico e combustível atômico à Nova Délhi. A Índia não assinou o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP). A Coréia do Norte condenou o governo americano por conceder tratamento preferencial à Índia, reconhecendo-a formalmente como uma potência nuclear. A Coréia do Norte saiu do TNP no começo de 2003, logo depois o início de uma crise nuclear com os Estados Unidos no final de 2002. As seis nações que participam das negociações são China, Japão, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Rússia e Estados Unidos. As negociações com as seis nações estão paradas desde novembro por causa de uma disputa sobre restrições financeiras que o governo americano impôs à Coréia do Norte por acusações de contrabando e lavagem de dinheiro. O governo norte-coreano afirma que não retornará à mesa de negociações enquanto as restrições não forem revogadas. Washington afirma que as duas questões não têm ligações. As reuniões entre técnicos financeiros dos dois países no começo do mês não teve avanços. O departamento de Estado norte-americano pediu ao governo da Coréia que retome a negociação o quanto antes. "O presidente, a secretária de Estado e outros funcionários do governo já deixaram claro que os Estados Unidos não têm planos para invadir e atacar a Coréia do Norte", afirmou o porta-voz Sean McCormack.

Agencia Estado,

21 Março 2006 | 17h45

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