EFE/EPA/Jeon Heon-Kyun
EFE/EPA/Jeon Heon-Kyun

Coreia do Norte rejeita condenação da ONU por seu último míssil lançado

Em nota, Pyongyang afirmou que EUA realizaram testes similares sem terem sido criticados

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2017 | 03h48

SEUL - A Coreia do Norte rejeitou nesta quarta-feira, 17, de maneira "total e categórica", a condenação da ONU contra o míssil de médio alcance disparado como teste no último domingo e lembrou que os Estados Unidos também realizaram recentemente um teste com mísseis intercontinentais sem ser alvo de críticas.

"O lançamento do teste bem sucedido é de grande importância para assegurar a paz e a estabilidade na península coreana e na região", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano. 

O míssil, modelo Hwasong 12, apresentou melhor desempenho e demonstrou os avanços do regime do Kim Jong-un em relação ao desenvolvimento de uma arma intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos. 

No dia seguinte ao lançamento, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas condenou em comunicado a ação e se declarou disposto a endurecer as sanções contra o país asiático.

A Coreia do Norte "rejeita de maneira categórica e condena o comunicado do Conselho de Segurança das Nações Unidas que põe em dúvida seu reforço da dissuasão nuclear para a autodefesa", acrescenta o comunicado norte-coreano.

O porta-voz lembrou que "recentemente os Estados Unidos realizaram dois lançamentos de testes de mísseis balísticos intercontinentais, mas nunca foi mencionado pelo Conselho de Segurança". 

Ele prosseguiu dizendo que a autodefesa é uma questão de soberania nacional e que órgãos como a ONU não devem intervir, além de ameaçar novamente os EUA com uma pronta resposta a qualquer "provocação militar" vinda de Washington.

"Os sistemas de armas mais sofisticados do mundo não serão nunca propriedade exclusiva e eterna dos Estados Unidos, e seguramente chegará o dia em que a Coreia utilizará os meios de retaliação correspondente", afirmou o porta-voz. 

"Será então quando os Estados Unidos verão por si mesmos se os mísseis balísticos da Coreia do Norte são uma verdadeira ameaça ou não", conclui o texto. 

O último lançamento norte-coreano ocorreu num momento de especial tensão na península devido aos insistentes testes militares do regime de Kim Jong-un que motivaram o endurecimento do discurso de Trump, que insinuou que poderia realizar ataques preventivos contra Pyongyang. / EFE

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