AFP PHOTO / POOL / KIM HONG-JI
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Coreia do Norte repatria restos mortais de soldados americanos

Transferência de ossadas cumpre acordo firmado entre Kim Jong-un e Donald Trump durante a cúpula de Cingapura, em junho passado

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2018 | 01h52

WASHINGTON - A Coreia do Norte repatriou os restos mortais de soldados americanos mortos durante a Guerra das Coreias (1950-1953), atendendo ao acordo firmado entre o líder do país, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula de Cingapura, em junho passado. A transferência das ossadas foi confirmada pela Casa Branca nesta sexta-feira, 27.

"Os restos mortais de soldados americanos deixarão a Coreia do Norte em breve e seguirão aos Estados Unidos! Depois de tantos anos, será um ótimo momento para muitas famílias. Obrigado Kim Jong-un", escreveu Trump, em rede social.

Mais cedo, a Casa Branca divulgou um comunicado confirmando a transferência. "Hoje, (Kim) está cumprindo com a sua parte do acordo feito com o presidente para retornar nossos soldados americanos mortos. Nós estamos encorajados pelas ações norte-coreanas e o impulso por mudanças positivas", anunciou.

 

Um avião da força aérea dos Estados Unidos voou até o terminal aéreo da cidade de Wonsan, ao norte da Coreia do Norte, para buscar os restos mortais. A aeronave retornou à base aérea americana de Osan, na Coreia do Sul, no início da tarde desta sexta. Soldados foram vistos carregando 55 caixas com os restos mortais em direção a um veículo dentro do complexo militar.


De acordo com a Casa Branca, será realizada uma cerimônia formal de repatriação em Osan na próxima quarta-feira, 1º de agosto. Em seguida, as ossadas serão enviadas a uma base militar americana no Havaí para análise e identificação forense.

A transferência dos restos mortais coincide com a data de aniversário do armistício acordado pelas duas Coreias em 1953. Apesar do fim do confronto armado, os dois países continuam tecnicamente em guerra pois os dois lados não assinaram um acordo formal de paz. Mais de 36 mil tropas dos Estados Unidos lutaram ao lado da Coreia do Sul contra o país comunista nos três anos de confronto armado. Do total, 7,7 mil ainda não foram localizados, sendo que 5,3 mil soldados possivelmente morreram em território norte-coreano.

A repatriação é vista por Washington e aliados como um gesto de boa vontade de Kim Jong-un. Apesar de ter levado mais tempo que o previsto pelos militares americanos, a transferência dos restos mortais reacende a esperança de progresso na promessa de desnuclearização da península coreana. //REUTERS

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