Coréia do Norte se diz pronta para enfrentar os EUA

Ao mesmo tempo em que busca expandir seu intercâmbio com a Coréia do Sul, a Coréia do Norte advertiu nesta segunda-feira que está preparada para enfrentar qualquer invasão americana, enquanto prossegue a crise nuclear na Península Coreana. Funcionários americanos suspeitam de que o Norte esteja perto de desenvolver armas nucleares, e os meios de comunicação americanos disseram que Washington considera a possibilidade de enviar reforços militares para a região. As autoridades americanas, no entanto, enfatizaram que não têm a intenção de invadir a Coréia do Norte. "Nosso Exército e nosso povo estão totalmente preparados para enfrentar as medidas políticas e militares indiscriminadas dos imperialistas dos EUA que buscam a guerra, em obediência a sua estratégia de dominação da Península Coreana", disse um funcionário do Exército, segundo a Rádio Pyongyang, estatal. "Confiantes na vitória, os soldados e o povo entregaram seu destino e seu futuro a (o líder norte-coreano, Kom Jong Il) e se tornaram um só", acrescentou o funcionário, não identificado, durante uma visita de Kim a uma base militar. A emissora de rádio foi ouvida pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. O principal jornal do Partido Comunista norte-coreano, Rodong Sinmun, também pediu aos reservistas do Exército - um contingente de cerca de 1,8 milhão - que se mantenham alertas e se unam em torno do "comandante supremo", Kim Jong Il.Na Coréia do Norte, os homens são recrutados aos 16 anos e servem as Forças Armadas durante um período entre 7 e 10 anos. Em Seul, o grupo empresarial sul-coreano Hyundai anunciou que realizará como teste uma viagem turística a uma localidade de lazer em uma montanha norte-coreana na quarta e quinta-feiras, comemorando a abertura da primeira estrada que cruza as fronteiras entre as duas Coréias. E, aparentemente com a finalidade de limitar os danos para as relações intercoreanas, promotores estatais sul-coreanos decidiram hoje adiar a abertura de uma investigação sobre um suposto escândalo de subornos para a organização da cúpula intercoreana de 2000 - decisão que certamente desencadeará protestos dos opositores sul-coreanos. A decisão ocorreu apenas algumas horas depois que o presidente eleito, Roh Moo Hyun, exortou em favor de uma solução "política" para a disputa surgida em torno dos pagamentos que o grupo Hyundai fez à Coréia do Norte, pouco antes da reunião de cúpula.

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