Coréia do Norte se nega a pedir desculpas por incidente naval

A Coréia do Norte se negou a pedir desculpas, neste domingo, por um confronto naval ocorrido no sábado em que morreram quatro marinheiros sul-coreanos, alegando que a fronteira marítima onde ocorreu o incidente é ilegal e deve ser abolida. O Exército da Coréia do Sul disse que 30 norte-coreanos morreram no combate, embora a informação não tenha sido confirmada de forma independente. O governo de Pyongyang admitiu ter sofrido baixas mas não deu detalhes. As águas do Mar Amarelo, onde ocorreu o confronto fronteiriço, permaneciam calmas neste domingo e o presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, viajou para o Japão para assistir à final da Copa do Mundo de futebol. Seu retorno a Seul está previsto para terça-feira. "O governo tomará as medidas necessárias para que as pessoas possam dedicar-se a suas tarefas sem preocupações", disse Kim, pedindo ao Exército que se mantenha em alerta. O confronto ocorreu quando duas embarcações de patrulha norte-coreanas, que escoltavam barcos pesqueiros, cruzaram a fonteira marítima e um deles disparou após ignorar advertências para que retrocedesse. Mas a Coréia do Norte acusou os barcos sul-coreanos de provocarem o embate ao penetrarem no mar territorial comunista.A disputa se refere à fronteira marítima traçada pelo Comando da ONU, dirigido pelos EUA, com o objetivo de evitar conflitos após o armistício que pôs fim à Guerra da Coréia de 1950 a 1953. A Coréia do Norte nunca aceitou esse limite e o governo sul-coreano afirma que os barcos do Norte têm violado, em várias ocasiões, a fronteira marítima do Sul, além de desejar que a linha seja traçada mais ao sul - o que lhe permitiria acesso a águas ricas em peixes e crustáceos. Em uma carta enviada neste domingo ao Comando da ONU, a Coréia do Norte pede que a fronteira seja abolida, disse a agência Yonhap, da Coréia do Sul.

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