Anthony WALLACE/AFP
Anthony WALLACE/AFP

Coreia do Norte se prepara para lançar mísseis intercontinentais

Lançamento seria resposta antecipada a exercício militar entre EUA e Coreia do Sul, que ocorre na semana que vem

AFP, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2017 | 05h45

SEUL - A Coreia do Norte estaria se preparando para lançar um míssil balístico intercontinental, em antecipação a um exercício naval que será realizado na próxima semana entre a Coreia do Sul e os EUA, disse um jornal local.

O jornal "Dong-A Ilbo" disse, citando uma fonte do governo sul-coreano,  que imagens de satélite mostram mísseis balísticos sendo montados em lançadores e transportados para hangares perto de Pyongyang e na província de Phyongan do Norte.

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De acordo com o jornal, oficiais militares dos EUA e da Coreia do Sul temem que o vizinho do norte esteja se preparando para lançar mísseis que poderiam atingir o território americano.

O artefato poderia ser o míssil balístico intercontinental Hwasong-14, cujo alcance chegaria até o Alasca, ou os mísseis Hwasong-12, de alcance intermediário, que poderiam atingir o território americano de Guam, no Pacífico — ameaça feita pelo governo norte-coreano em agosto. Outra possibilidade é o lançamento do Hwasong-13, um novo artefato, que teria alcance suficiente para chegar à costa oeste dos EUA.

Um porta-voz do ministério da Defesa da Coreia do Sul não quis comentar a respeito, limitando-se a dizer que os norte-coreanos estão sendo observados de perto.

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Os exercícios conjuntos, que serão comandados pelo porta-aviões USS Ronald Reagan, vêm após grande movimentação de armamentos por parte dos americanos na região da península coreana, ocorrida nos últimos dias.

No início da semana, os EUA enviaram dois bombardeiros supersônicos à península, realizando os primeiros exercícios militares norturnos em conjuto com Japão e Coreia do Sul.

O professor Yang Moo-Jin, da Universidade de Estudos Norte-coreanos, disse achar "altamente provável" que o governo norte-coreano lance mísseis em resposta aos exercícios militares americanos e sul-coreanos que ocorrerão na próxima semana.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou ontem que uma intervenção militar na Coreia do Norte pode ter "consequencias desvastadoras", caso falhem os esforços diplomáticos.

A Coreia do Norte conduziu seu sexto teste nuclear no mês passado, em desafio às sanções internacionais.

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