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Coreia do Norte sobe o tom e coloca Exército de prontidão

Pyongyang fala em guerra contra Estados Unidos e Seul, fecha fronteira e retém cidadãos sul-coreanos no país

AE-AP, Agencia Estado

09 de março de 2009 | 09h45

A Coreia do Norte colocou suas forças armadas em prontidão nesta segunda-feira, 8, e ameaçou retaliar contra quem quer que tente impedi-la de realizar o lançamento de um satélite, visto por potências regionais como "um teste de míssil disfarçado". Pyongyang também cortou uma linha militar direta com Seul, o que provocou o fechamento total da fronteira e reteve em território norte-coreano centenas de cidadãos sul-coreanos que trabalham em um polo industrial em Kaesong.     Veja também: Kim Jong-il é reeleito com 100% dos votos Enviado dos EUA lamenta ameaças da Coreia do Norte A advertência de hoje coincidiu com o início das manobras militares anuais realizadas em conjunto pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos. A Coreia do Norte denuncia as manobras como preparativos de uma invasão. Na semana passada, Pyongyang advertiu que não poderia garantir a segurança de voos comerciais sul-coreanos que passam perto de seu espaço aéreo durante as manobras militares. Analistas acreditam que o regime norte-coreano esteja tentando chamar a atenção do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em um momento no qual seu governo formula uma política para a Coreia do Norte.A agência estatal do governo chamou o exercício de "provocação perigosa". Em um comunicado publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana, o Exército disse que está pronto para usar força contra a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão. "Nós retaliaremos qualquer ação para interceptar nosso satélite que tem objetivos pacíficos com ataques imediatos usando os meios militares mais poderosos", disse o comunicado. "Ataques contra nosso satélite que tem objetivos pacíficos significará, precisamente, guerra."   Governos vizinhos consideram o lançamento de um satélite de comunicações ao espaço uma provocação e acreditam que Pyongyang estaria tentando acobertar o teste de um míssil de longo alcance capaz de chegar ao Alasca. Funcionários americanos e japoneses disseram que abateriam o projétil norte-coreano, se necessário, irritando ainda mais Pyongyang.As tensões na região aumentaram desde que o presidente sul-coreano Lee Myung-bak tomou o poder, há um ano, e endureceu a relação com o vizinho do norte. No dia 30 de janeiro, Pyongyang cancelou uma série de acordos por causa da decisão de Seul de ligar a ajuda bilateral ao cancelamento do programa nuclear norte-coreano.

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