Coreia do Norte teria hackeado sites dos EUA e da Coreia do Sul

Inteligência diz que espionagem norte-coreana estaria por trás do bloqueio a endereços estatais e comerciais

Efe e Associated Press,

08 de julho de 2009 | 08h19

Uma onda de ataques cibernéticos realizados desde 4 de julho paralisaram sites importantes da Coreia do Sul e endereços do Departamento do Tesouro, do Serviço Secreto e outras agências do governo americano. Segundo agentes de inteligência sul-coreanos, a Coreia do Norte estaria por trás dos ataques hackers dos últimos dias, por meio de forças que apoiam o regime de Pyongyang.

 

Veja também:

especialEspecial: As origens do impasse norte-coreano

especialEspecial: As armas e ambições das potências nucleares

especialLinha do tempo da ameaça nuclear norte-coreana

lista Conheça o arsenal de mísseis norte-coreano

 

Segundo parlamentares da Coreia do Sul citados pela agência sul-coreana Yonhap, a espionagem sul-coreana acredita que o ataque em massa, que impossibilitou o acesso aos usuários durante horas, pode ter sido obra da Coreia do Norte ou de seguidores do país comunista. O ataque atingiu 26 sites governamentais sul-coreanos, o principal portal de internet do país asiático, Naver, bancos sul-coreanos e o site sul-coreano de leilões do eBay, Auction.com.

 

O jornal The Washington Post confirmou nesta quarta que sua página na internet foi uma das várias atacadas nos EUA. Os endereços do governo americano, como o Departamento de Transportes e da Comissão Federal de Comércio, também deixaram de funcionar em alguns momentos durante o fim de semana, quando foi comemorado o Dia da Independência. Funcionários americanos até o momento não falaram sobre a origem dos ataques, mas Seul afirma que 11 sites americanos foram atacados.

 

A Inteligência da Coreia do Sul alertou a população sul-coreana, já que 12 mil computadores pessoais do país asiático e outros 8 mil de fora foram utilizados para realizar este ataque cibernético de maneira involuntária. Segundo a Yonhap, o ataque foi preparado "exaustivamente", e que a inteligência militar investiga a possibilidade da participação de norte-coreanos e simpatizantes do regime na Coreia do Sul.

 

Texto atualizado às 11h50.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteCoreia do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.