KCNA/Reuters
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Pyongyang testa lançamento de míssil, mas fracassa, dizem EUA e Coreia do Sul

Militares americanos e sul-coreanos alegam que míssil explodiu pouco depois de ser lançado; ações de Coreia do Norte aumentam urgência com relação a uma maneira de reagir ao país

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 01h31

SEUL - Um míssil da Coreia do Norte teria explodido nesta quarta-feira, 22, pouco depois de ser lançado, disseram militares americanos e sul-coreanos depois de detectarem o mais recente de uma série de testes de armas do país que alarmaram a região.

A tentativa de lançamento foi feita perto da cidade de Wonsan, no litoral leste da Coreia do Norte, mesmo local de onde o regime disparou vários mísseis de alcance intermediário em 2016 - todos bem-sucedidos, com exceção de um.

"O Comando dos EUA no Pacífico detectou o que avaliamos ser uma tentativa de lançamento de míssil fracassada da Coreia do Norte na vizinhança de Kalma", disse o comandante Dave Benham, porta-voz do Comando dos EUA no Pacífico, em um comunicado, referindo-se a uma base aérea de Wonsan. "Um míssil parece ter explodido segundos após o lançamento", disse ele, acrescentando que já está trabalhando em uma avaliação mais detalhada.

Uma autoridade militar da Coreia do Sul disse que o míssil aparentemente explodiu pouco depois de ser disparado. "Pode ter explodido logo depois de decolar da plataforma de lançamento", explicou o militar, que não quis ser identificado.

Não ficou claro de que tipo de míssil se tratou. O Ministério de Defesa sul-coreano disse estar realizando uma análise para divulgar mais detalhes a respeito.

A frequência cada vez maior dos testes de mísseis alimentam um sentimento crescente de urgência a respeito da maneira de reagir à nação isolada e imprevisível.

A Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos perto de sua costa oeste no dia 6 de março, e nesta semana realizou um teste de motor de foguete que seu líder, Kim Jong-un, afirmou ter inaugurado "um novo nascimento" de sua indústria de foguetes.

Recentemente, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, visitou Japão, Coreia do Sul e China, e um dos principais temas de suas conversas foi como lidar com as ameaças de Pyongyang. / REUTERS

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