EFE/EPA/SERGEI CHIRIKOV
EFE/EPA/SERGEI CHIRIKOV

Coreia do Norte vincula diálogo com EUA a fim de 'atividades hostis'

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte realizou vários testes com mísseis de curto alcance, em meio às manobras militares anuais conjuntas entre EUA e Coreia do Sul,

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2019 | 02h18

SEUL - A Coreia do Norte declarou nesta quinta-feira, 22, que "não está interessada" em retomar o diálogo com os Estados Unidos a menos que este detenha "a escalada de suas atividades militares hostis".

Segundo um porta-voz da chancelaria norte-coreana, o recente teste de míssil de cruzeiro de médio alcance realizado pelos EUA e seus planos para estacionar caças F-35 na região são movimentos "perigosos", que podem "desencadear uma nova Guerra Fria".

"Isto nos obriga a considerar uma forma realista de nos dedicar mais ao reforço da dissuasão física", advertiu o porta-voz em declaração divulgada pela agência estatal de notícias KCNA.

"Mantemos nossa posição de resolver todas as questões de forma pacífica, através do diálogo e da negociação, mas um diálogo acompanhado de ameaças militares não nos interessa".

As negociações bilaterais entre Pyongyang e Washington estão estancadas desde a segunda cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, em fevereiro em Hanói, que terminou sem acordo. 

Os dois líderes voltaram a se encontrar em junho, na Zona Desmilitarizada (DMZ) entre as duas Coreias, e acertaram a retomada das conversações, algo que ainda não ocorreu.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte realizou vários testes com mísseis de curto alcance, em meio às manobras militares anuais conjuntas entre EUA e Coreia do Sul, que Pyongyang considera um ensaio para a invasão de seu território.

O enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, que lidera a preparação para as conversações e chegou a Seul na terça-feira, 20, para uma visita de três dias, declarou que Washington está "preparado para iniciar as negociações" com Pyongyang. AFP

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