Coreia do Norte volta a disparar próximo ao mar sul-coreano

Tensão começou na quarta-feira, quando Pyongyang realizou exercícios militares e Seul respondeu com tiros

Associated Press,

28 de janeiro de 2010 | 09h11

A Coreia do Norte realizou nesta quinta-feira, 28, novos disparos próximo à disputada fronteira marítima com a Coreia do Sul, um dia depois de atirar dezenas de projéteis durante exercícios militares que fizeram os vizinhos do sul responder com tiros de advertência, segundo uma fonte das forças armadas sul-coreanas.

 

Segundo o oficial, que falou sob condição de anonimato, os projéteis caíram em águas norte-coreanas. As forças armadas do sul não responderam aos disparos, mas observaram cuidadosamente as manobras norte-coreanas, disse a fonte.

 

A fronteira delimitada pelo comando da ONU ao final da Guerra da Coreia é motivo de tensões constantes na península. Navios dos dois países se enfrentaram em novembro, deixando um marinheiro norte-coreano morto e outros três feridos. Em 1999 e 2002, a área foi palco de batalhas ainda mais sangrentas.

 

Na quarta-feira, houve a primeira troca de tiros entre as Marinhas desde novembro de 2009. Acredita-se que a tensão possa servir para enfatizar que a península segue sendo um cenário de guerra e para pressionar por um acordo que encerre formalmente a Guerra da Coreia do início dos anos 50.

 

A Coreia do Sul e os EUA insistem que, antes de firmar um acordo, a Coreia do Norte deve voltar à mesa de negociações sobre o desarme nuclear. Os norte-coreanos previamente haviam anunciado o estabelecimento de duas zonas de não-navegação na área, inclusive na zona sul-coreana, até o dia 29 de março.

 

Na manhã da quarta-feira, a Marinha do Norte disparou cerca de 30 projéteis de artilharia em seu litoral, e o Sul replicou com cerca de 100 disparos de advertência a partir de uma base marítima, segundo as autoridades de Seul.

 

A Coreia do Norte continuou a disparar mais tarde, afirmando que se tratava de um exercício e que por isso não cessaria a artilharia. Não houve relatos de baixas ou danos.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteCoreia do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.