Coréia do Sul ameaça adiar ajuda em comida para o Norte

Num endurecimento de sua posição diante da Coréia do Norte, a Coréia do Sul disse nesta terça-feira que poderia adiar as doações de arroz, uma ajuda altamente necessária ao Norte comunista, se Pyongyang escalar as tensões em torno de suas ambições nucleares. Durante as conversações intercoreanas sobre cooperação econômica na semana passada, a Coréia do Sul havia concordado em fornecer para a Coréia do Norte 400 mil toneladas de arroz, neste ano, para aliviar o déficit crônico de alimentos no lado comunista. O acordo foi feito em meio a tensões na Península Coreana, provocadas pelas suspeitas de desenvolvimento, pela Coréia do Norte, de armas nucleares e a resistência do Norte aos esforços internacionais, liderados pelos EUA, para livrar a península de armas nucleares. Interrogado por legisladores do partido governante sobre se a doação prosseguiria, mesmo que a crise nuclear deteriorasse, o vice-ministro de Economia e Finanças, Kim Gwang-lim, disse que, neste caso, ele teria de ser adiado. Tal declaração foi feita por Kim durante uma renião do Partido Democrático do Milênio, no governo. Antes, a Coréia do Sul havia dito que a ajuda humanitária não estava vinculada à tensão política. Apesar da ameaça, a Cruz Vermelha da Coréia do Sul disse hoje que embarcará para a Coréia do Norte 15 mil toneladas de fertilizante nesta semana. O envio é o primeiro de um total de 200 mil toneladas que o Sul havia prometido doar para o Estado comunista até o final de junho.

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