Coreia do Sul: Bocas-de-urna mostram empate técnico

Pesquisas de boca-de-urna realizadas logo após o encerramento da votação presidencial na Coreia do Sul mostram empate técnico entre a filha conservadora de um ex-ditador e um liberal descendente de refugiados norte-coreanos.

AE, Agência Estado

19 de dezembro de 2012 | 12h17

Uma pesquisa de boca-de-urna e uma sondagem telefônica mostravam a candidata governista Park Geun-Hye pouco à frente do opositor Moon Jae-in, dentro da margem de erro; outra pesquisa de boca-de-urna apontava Moon na dianteira, mas também margem bastante estreita.

Nas eleições desta quarta-feira, multidões enfrentaram o frio para escolher um sucessor para o impopular presidente Lee Myung-bak. O índice de comparecimento às urnas foi inicialmente estimado em quase 76%, o mais alto em 15 anos.

Em princípio, analistas consideram que o elevado índice de comparecimento tende a favorecer o liberal Moon, de 59 anos, mais popular entre os jovens.

Já a base do eleitorado de Park, que tenta distanciar-se de Lee, é composta de eleitores mais velhos e conservadores, saudosos do que consideram as firmes medidas econômicas e de segurança de seu pai, o falecido ditador sul-coreano Park Chung-hee.

Apesar das divergências, Park e Moon fizeram promessas de campanhas parecidas, inclusive em relação a uma maior aproximação com a Coreia do Norte apesar do criticado lançamento de um foguete na semana passada. As informações são da Associated Press.

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