Coreia do Sul comprará mais armas dos EUA devido a ameaça do Norte

Segundo embaixador, Washington permitirá que Seul compre os equipamentos mais avançados

Reuters,

21 de setembro de 2010 | 19h31

WASHINGTON- A Coreia do Sul comprará mais armas dos Estados Unidos para fortalecer suas forças militares e dissuadir as provocações da Coreia do Norte, informou nesta terça-feira, 21, Han Duk-soo, o embaixador de Seul em Washington.

 

Segundo o diplomata, os Estados Unidos consideram a Coreia do Sul um de seus aliados militares de mais alto nível - no mesmo da Otan - pelo que permitirão que Seul compre os equipamentos militares mais avançados dos EUA.

 

O naufrágio em março de um navio de guerra sul-coreano no qual 46 marinheiros morreram aumentou a necessidade da Coreia do Sul adquirir reforços militares, disse Han à Reuters. Uma investigação liderada por Seul concluiu que um torpedo norte-coreano afundou a embarcação, o que Pyongyang nega.

 

"Com certeza haverá mais investimentos nesses tipos de esforços", garantiu o embaixador. "O tema é muito importante para fortalecer o poder dissuasivo de nossas forças combinadas", acrescentou.

 

Como resultado das novas negociações, as vendas de armas dos EUA à Coreia do Sul podem aumentar no ano fiscal de 2011, a partir de 1º de outubro, de acordo com Han.

 

As vendas de armas de Washington a Seul aumentaram de US$ 819 milhões no ano fiscal de 2009 para US$ 939 milhões no ano fiscal de 2010, segundo a agência americana que supervisiona esse tipo de transação com outros países.

 

A Coreia do Norte - que já realizou dois testes nucleares, mas nunca deu provas concretas de estar trabalhando em uma bomba atômica - é um dos países mais militarizados do mundo, com 1,19 milhões de soldados em serviço ativo e mais de 7,7 milhões de reservistas.

 

O isolado Estado comunista também tem mais de 800 mísseis balísticos e mais de 1.000 mísseis de diverso alcance.

 

A Coreia do Sul tem 655.000 soldados em serviço ativo e três milhões de reservistas. O número é reforçado por 28.000 soldados americanos que estão no país.

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