Shin In-seop/AP/Arquivo
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Coreia do Sul confirma morte de irmão de Kim Jong-un

Inteligência sul-coreana suspeita que envenenamento foi encomendado pelo regime de Pyongyang

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 02h56

SEUL - A Coreia do Sul confirmou nesta quarta-feira, 15, que o homem envenenado na Malásia era efetivamente Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un. A suspeita da inteligência sul-coreana é de que o crime tenha sido encomendado pelo regime de Pyongyang.

"Nosso governo está seguro de que o homem assassinado era Kim Jong-nam", declarou Chung Joon-hee, porta-voz do ministério sul-coreano de Unificação, que se encarrega dos assuntos entre as duas Coreias.

Pouco antes, o presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-Ahn, havia dito que o crime, ocorrido na segunda-feira, 13, demonstrava "a brutalidade e a natureza inumana" de Pyongyang. Ele ressaltou que seu governo cooperava estreitamente com as autoridades malaias para esclarecer o misterioso assassinato.

Kim Jong-nam foi envenenado na segunda-feira no aeroporto de Kuala Lumpur, quando duas mulheres não identificadas lhe cravaram agulhas com veneno, informou a emissora de TV sul-coreana Chosun, citando várias fontes governamentais. As duas suspeitas de cometer o crime fugiram rapidamente em um táxi.

O filho mais velho do ex-ditador Kim Jong-il, de 45 anos, morreu a caminho do hospital.

Em uma época, foi considerado como possível sucessor do pai. Partidário da necessidade de reformas e crítico do modo de sucessão dinástica do poder, Kim Jong-nam vivia de fato em exílio. / AFP e REUTERS

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