AP Photo/Lee Jin-man
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Coreia do Sul corta fornecimento de água e energia em complexo industrial de Kaesong

Seul anunciou medida após Pyongyang expulsar na quinta-feira os trabalhadores sul-coreanos das empresas instaladas na região e declarar o complexo como uma 'zona militar'

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2016 | 17h34

SEUL - A Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira, 12, que cortou o fornecimento de energia elétrica e de água no complexo industrial de Kaesong depois que a Coreia do Norte expulsou os trabalhadores sul-coreanos, antecipando o fechamento do único projeto conjunto entre os dois países.

O governo sul-coreano cortou a luz logo após a meia-noite local (13h de Brasília da quinta-feira) "já que as operações do polígono industrial foram interrompidas completamente", disse um porta-voz do Ministério da Unificação de Seul.

O Ministério confirmou que o corte de energia também implica automaticamente na interrupção do fornecimento de água no parque industrial. Por enquanto, o governo da Coreia do Sul não avaliou os possíveis danos que essa ação pode trazer para as 124 empresas do país que operavam no complexo conjunto.

Por outro lado, se alegou que o corte de eletricidade poderia afetar as vidas de várias famílias norte-coreanas da cidade de Kaesong, que dependem do fornecimento do Sul, mas Seul não quis fornecer detalhes sobre este assunto.

A Coreia do Sul decidiu na quarta-feira fechar o complexo de Kaesong, situado no sudeste da Coreia do Norte, como represália pelo lançamento de um foguete espacial por parte do regime de Kim Jong-un, que Seul e parte da comunidade internacional consideram como um teste encoberto de mísseis balísticos.

Na quinta-feira, Pyongyang decretou a expulsão dos 280 sul-coreanos que permaneciam no complexo, congelou os ativos das empresas do país vizinho e declarou o local como área militar.

Além disso, o governo norte-coreano cortou as duas linhas de comunicação entre Seul e Pyongyang e elevou ainda mais a tensão ao considerar como uma "declaração de guerra" o fechamento unilateral do complexo por parte do governo sul-coreano, segundo um comunicado do Comitê para a Reunificação Pacífica de Coreia.

Este órgão do Norte, equivalente a um Ministério para as relações intercoreanas, anunciou que a Coreia do Sul "experimentará dolorosas e catastróficas consequências por suas ações".

Kaesong, símbolo da reconciliação entre as duas Coreias na década passada, é um parque industrial no qual as empresas sul-coreanas fabricavam diversos produtos, se aproveitando da mão-de-obra barata de aproximadamente 54 mil trabalhadores do Norte. / EFE

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