Coreia do Sul descarta reunificação imediata com o Norte

Momento é de buscar política de preparação para o processo, que deve custar US$ 1,3 trilhões

Efe

17 de agosto de 2010 | 03h55

Sul-coreanos pedem fim de exercícios militares e início de diálogo.  SEUL - O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, disse nesta terça-feira através de seu porta-voz que seu Governo não tem intenção de instaurar agora o processo de unificação que propôs domingo, e indicou que ele será discutido com políticos e especialistas.

Segundo a agência local Yonhap, a porta-voz do presidente sul-coreano, Kim Hee-jung, assinalou que Lee considera que "é o momento de buscar uma política para preparar a reunificação", mas o processo de unificação "não será imposto atualmente".

As declarações da porta-voz de Lee acontecem após o debate levantado na Coreia do Sul perante a proposta presidencial para abordar o custo de uma futura unificação com a Coreia do Norte. Calcula-se que o processo custaria a Seul cerca de US$ 1,3 trilhões.

Lee indicou no domingo, na celebração do 65º aniversário do fim da ocupação japonesa na Coreia (1910-1945), que Seul deve considerar o estabelecimento de um "imposto de unificação" para se preparar perante uma eventual reunificação no futuro.

Segundo a Yonhap, Lee poderia ter escolhido este momento para fazer a ambiciosa proposta perante uma possível mudança à frente do poder na Coreia do Norte, partindo de informações que asseguram que o líder norte-coreano Kim Jong-il está se preparando para nomear seu filho mais novo como sucessor.

Além disso, o anúncio de Lee acontece em um momento de grande tensão com a Coreia do Norte por conta do afundamento do navio de guerra sul-coreano Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes, e, que segundo Seul, foi causado por Pyongyang.

A Península da Coreia permanece dividida desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53) entre o regime comunista do Norte e a moderna economia capitalista do Sul,a quarta mais importante da Ásia.

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