Coreia do Sul diz a Kim Jong-un que nova era é possível

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, fez um apelo à Coreia do Norte nesta segunda-feira para que o regime comunista use a transição de poderes, após a morte do ditador Kim Jong-il, e lance uma nova era de paz na tensa península dividida desde 1953. Em mensagem de Ano Novo à Coreia do Norte, o mandatário sul-coreano também instou Kim Jong-un, filho e sucessor do falecido Kim Jong-il, a retomar as negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

AE, Agência Estado

02 de janeiro de 2012 | 15h32

Embora amigável, a mensagem de Lee também alertou que Seul responderá com força a qualquer provocação da Coreia do Norte. As relações entre as duas Coreias caíram ao patamar mais baixo em décadas, após o naufrágio de um navio de guerra sul-coreano no Mar Amarelo, em 2010. O navio Cheonan, mostrou depois uma investigação internacional, foi afundado por um torpedo disparado por um submarino norte-coreano. O desastre provocou a morte de 46 marinheiros da Coreia do Sul. Um ano mais tarde, a artilharia da Coreia do Norte disparou contra ilhas sul-coreanas que ficam na fronteira marítima entre os dois países, destruindo construções.

Lee disse que a morte de Kim Jong-il, falecido aos 69 anos em 17 de dezembro, pressagia uma mudança para a Península Coreana. "Se a Coreia do Norte seguir em frente com uma atitude sincera, será possível que trabalhemos juntos para abrir uma nova era", afirmou o mandatário.

Lee acredita que a Península Coreana está em uma encruzilhada com a morte de Kim Jong-il. "Novas oportunidades sempre emergem em meio a essas mudanças". O discurso de Lee mostra que a Coreia do Sul "não tem a intenção" de provocar a Coreia do Norte, afirma Cheon Seong-whun, analista político no Instituto Nacional Coreano para a Unificação, em Seul.

As informações são da Associated Press.

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