Coreia do Sul diz que pode ser afetada por mísseis

Coreia do Norte lançou 7 mísseis no sábado durante teste; autoridades mundiais condenam atitude

Agência Estado, com Associated Press e Efe

05 de julho de 2009 | 10h13

Os sete mísseis testados neste final de semana pela Coreia do Norte provavelmente são capazes de atingir alvos militares e prédios do governo na Coreia do Sul, afirmou uma autoridade do Ministério da Defesa sul-coreano, que não quis ser identificada.

 

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Segundo a autoridade, embora ainda haja uma investigação para a obtenção de dados mais específicos sobre os lançamentos, os mísseis aparentemente foram capazes de cruzar 400 quilômetros, distância suficiente para atingir praticamente qualquer área da Coreia do Sul.

A notícia sobre o lançamento dos mísseis, divulgada pela agência sul-coreana Yonhap, não foi não foi veiculada pela imprensa oficial norte-coreana.

Segundo outra autoridade do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, não foi detectado nenhum outro sinal de lançamento de mísseis, mas é possível que eles ocorram porque o governo norte-coreano recomendou aos navios que abandonem a área supostamente utilizada como alvo durante os testes até o dia 10 de julho.

Neste ano, a Coreia do Norte já realizou algumas ações no campo militar consideradas pela comunidade internacional como provocativas. No início de abril, o país lançou um foguete de longo alcance, afirmando que o disparo estava relacionado ao lançamento de um satélite, e em maio conduziu um teste nuclear subterrâneo.

 

ONU

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou neste domingo, 5, "lamentável" e "preocupante" os últimos lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte, à qual pediu para não elevar ainda mais a tensão na região. Ban fez estas declarações em um ato organizado pela Associação de Jornalistas Credenciados perante as Nações Unidas em Genebra. "Peço (à Coreia do Norte) que se abstenha de tomar medidas que exacerbem a situação e aumentem a tensão na região", disse o responsável da ONU. A comunidade internacional também condenou a atitude.

 

Afirmou que a atitude do regime coreano não contribui em nada para resolver as questões pendentes de uma maneira pacífica e, além disso, viola diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que Pyongyang "teria que cumprir". Ban considerou que a Coreia do Norte fechou as portas à comunicação e ao diálogo. Para inverter esta situação, colocou a conveniência de "reviver" o processo de diálogo no processo multilateral, do qual participam as duas Coreias, Japão, China, Estados Unidos e Rússia.

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