Coreia do Sul e EUA em alerta enquanto Norte celebra dinastia Kim

A Coreia do Sul e os Estados Unidos estavam em alerta máximo para o lançamento de um míssil norte-coreano nesta quinta-feira, enquanto o Estado eremita voltou sua atenção para celebrar a dinastia Kim, e pareceu baixar o tom da retórica de guerra iminente.

CHRISTINE KIM E NARAE KIM, Reuters

11 de abril de 2013 | 07h50

Apesar das ameaças de ataques a bases dos EUA e à Coreia do Sul, em resposta a qualquer ato hostil, a Coreia do Norte começou a receber um fluxo de visitantes para celebrações, na segunda-feira, do aniversário de seu fundador, Kim Il-sung, avó do atual líder Kim Jong-un.

A Coreia do Norte posicionou até cinco mísseis de médio alcance em sua costa leste, de acordo com avaliações de defesa feitas por Washington e Seul, possivelmente em preparação para um lançamento que demonstraria sua capacidade de atingir bases dos EUA em Guam.

"Há sinais de que o Norte poderia disparar mísseis Musudan a qualquer momento em breve", disse uma fonte de inteligência não identificada em Seul à agência de notícias Yonhap.

Mísseis Musudan têm médio alcance, com o potencial de atingir bases dos EUA nas ilhas de Guam, embora não se sabe se eles foram testados ou se podem voar tão longe.

"Mas o Norte tem repetidamente movido seus mísseis para dentro e fora de um galpão, o que precisa de acompanhamento de perto", acrescentou a fonte.

A maioria dos observadores diz que Pyongyang não tem intenção real de causar um conflito que poderia resultar em sua própria destruição, mas muitos alertam para os riscos de erros de cálculo na militarizada península coreana.

(Reportagem adicional de Jack Kim e Kim Daum, em Seul, e John Ruwitch, em Xangai)

Tudo o que sabemos sobre:
COREIASEUAMISSEIS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.