Coréia do Sul é um dos principais destinos do tráfico de mulheres

A Coréia do Sul está se tornando um dos principais destinos do tráfico de mulheres nos últimos anos. Segundo um relatório publicado ontem pela Organização Internacional para a Migração (agência especializada da ONU), desde meados dos anos 90, mais de cinco mil mulheres foram levadas ao território coreano para atuar na indústria do sexo, um dos maiores índices já identificados em apenas um país. Grande parte dessas mulheres é de origem russa ou das Filipinas. Elas vão à Coréia com a promessa de emprego e melhores salários, mas acabam forçadas a se prostituir. Segundo a ONU, as mulheres são, em alguns casos, acorrentadas e ameaçadas por seus agentes para não voltarem aos seus países de origem. A ONU ainda conta que, na maioría dos casos, os agentes são os responsáveis pela falsificação dos documentos das vítimas e ainda prestam ajuda para que elas saiam de seus países. Na avaliação da ONU, um dos principais "clientes" são os soldados norte-americanos nas bases estabelecidas, desde a década de 50, no território coreano. As filipinas, por exemplo, por falarem inglês, são as preferidas nos bares das regiões onde os Estados Unidos possuem bases militares. A ONU quer agora que o governo coreano tome medidas para frear o tráfico de mulheres e estabeleça leis que possam punir os agentes.

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