Coreia do Sul encerra tratado criado com Japão para indenizar escravas sexuais

Coreia do Sul encerra tratado criado com Japão para indenizar escravas sexuais

Decisão unilateral de Seul foi reprovada pelo governo japonês

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2018 | 03h33

O governo da Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira, 21, que vai dissolver a fundação criada em parceria com o Japão para compensar mulheres sul-coreanas que foram forçadas a servir como escravas sexuais ao exército japonês durante a 2.ª Guerra Mundial. Ambos os países assinaram um tratado bilateral em 2015 para resolver esse impasse que durava décadas.

A comunicado foi emitido pelo Ministério de Igualdade de Genaro e Família da Coreia do Sul. Desde que foi lançada oficialmente, em julho de 2016, a fundação recebeu do governo japonês um aporte de um bilhão de ienes (cerca de US$ 8,8 milhões de dólares).

A decisão da Coreia do Sul ameaça o bom relacionamento diplomático entre os dois governos. Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe reprovou a decisão. "Se compromissos internacionais forem quebrados, torna-se impossível criar laços entre países. Como membro da comunidade internacional, urgimos o governo sul-coreano a agir com responsabilidade", afirmou. O ministro japonês de Relações Exteriores, Taro Kono afirmou que o fim do acordo é "inaceitável"./AP e Reuters

 

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