Coréia do Sul enviará apenas 3.000 soldados ao Iraque

A Coréia do Sul não enviará mais do que 3.000 soldados ao Iraque, rechaçando a pressão dos Estados Unidos para que mais militares sul-coreanos engajem-se na pacificação iraquiana, informou nesta quinta-feira o gabinete do presidente Roh Moo-hyun. Na terça-feira, durante reunião com seus ministros, o presidente sul-coreano instruiu o governo a enviar menos de 3.000 homens ao Iraque, revelou hoje o porta-voz presidencial Yoon Tae-young durante entrevista coletiva concedida em Seul. Mesmo que alguma região do país fique sob responsabilidade da Coréia do Sul, Roh espera que os soldados de seu país "concentrem-se no auxílio à reconstrução e deixem a segurança a cargo da polícia e do Exército iraquianos", prosseguiu Yoon. No mês passado, a Coréia do Sul aceitou enviar soldados para ajudar as forças americanas nas obras de reconstrução e estabilização do país árabe, mas os dois aliados discordam sobre o tamanho da força sul-coreana que deve ser enviada ao Iraque. Na semana passada, durante consultas em Washington, Seul propôs o envio de aproximadamente 3.000 soldados, mas os Estados Unidos exigiram mais, disse no último domingo o vice-chanceler Lee Soo-hyuck. As negociações entre sul-coreanos e norte-americanos prosseguirão no próximo domingo, quando o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, visitará Seul. A Coréia do Sul já enviou centenas de cidadãos ao Iraque, médicos e engenheiros em sua maioria. O sul-coreanos estão profundamente divididos sobre o assunto. Alguns acreditam que o envio de soldados fortalecerá a aliança militar entre Seul e Washington, vital para a segurança da Coréia do Sul, especialmente em momentos de tensão com a vizinha Coréia do Norte, suspeita de estar em busca de armas nucleares. Outros alegam que a guerra promovida pelos EUA contra o Iraque não se justifica e são contrários ao envio de mais sul-coreanos ao país árabe ocupado.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2003 | 15h27

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