Coréia do Sul fará maior esforço para superar crise

A Coréia do Sul prometeu nestaquinta-feira intensificar seus esforços para aliviar as tensõesrelacionadas com o programa nuclear norte-coreano, em meio a umagrande atividade diplomática dos EUA e de outros poderesregionais. O presidente Kim Dae Jung falou de uma participação maisativa da Coréia do Sul para tentar resolver o conflito entre osEUA e a Coréia do Norte. "Ambas as partes devem resolver sua disputa através dodiálogo e ajudar a Coréia do Norte a tornar-se um membroresponsável da comunidade internacional", disse Kim segundo suaporta-voz, Park Sun-sook. "Como uma das partes interessadas,devemos desempenhar um papel neste processo", acrescentou. Mais cedo hoje, o ministro sul-coreano da Unificação,Jeong Se-Hyun, disse que o tema nuclear é "um assunto que afetao destino do nosso povo". "Portanto, devemos buscar ativamente uma solução quepossa fazer com que todas as partes - Coréia do Sul, Coréia doNorte e outras nações envolvidas - sejam ganhadoras",prosseguiu Jeong. Jeong, cuja pasta é responsável pelos assuntosintercoreanos, disse que seu governo aproveitará as próximasconversações intercoreanas em nível de gabinete para pedir àCoréia do Norte que revogue sua decisão de retomar as operaçõesem suas instalações nucleares. As conversações, programadas para meados de janeiro, sãoatualmente o mais alto canal de diálogo entre as partes eproporcionarão à Coréia do Sul a primeira oportunidade de falardiretamente sobre o tema nuclear com seu vizinho do norte. O ministro sul-coreano de Relações Exteriores, ChoiSung-hong, disse que seu governo se manteve à margem durante umacrise anterior sobre as mesmas instalações norte-coreanas, entre1993 e 1994. "Devemos aprender uma lição de nossa experiência com acrise de 1993-94", acrescentou. Na época, os laçosintercoreanos estavam em seu nível mais baixo e a Coréia do Sulnão conseguiu achar uma forma de participar. No início de dezembro, a Coréia do Norte alarmou o mundoao anunciar que retomaria seu programa nuclear. Desde então,retirou os equipamentos de controle e câmaras de monitoramentode suas instalações nucleares em Yongbyon e expulsou osinspetores do organismo multinacional, dando sinais de queabandonaria o tratado global de controle de armas nucleares. Os EUA prometem buscar uma solução pacífica para oconflito, mas os líderes da Coréia do Norte, uma isolada naçãosob regime stalinista, suspeitam de que Washington esteja aponto de usar sua força militar. Seul criticou abertamente um possível plano americanopara impor sanções econômicas à Coréia do Norte. Milhares desul-coreanos participaram de protestos antiamericanos após amorte de duas adolescentes atropeladas por soldados americanosem junho. No entanto, Jeong pediu à Coréia do Norte que pare dabrandir suas espadas e atue com vistas ao futuro para resolver adisputa, indicando que "a liderança do Norte não deveria tentartestar os limites da paciência da comunidade internacional".

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