Coréia do Sul investiga possível caso de clonagem humana

A Promotoria Pública da Coréia do Sul estátentando apurar a afirmação de funcionários da Clonaid em Seul,segundo os quais uma mulher fertilizada com um embrião clonadoabandonou o país em julho, informou hoje a agência de notíciassul-coreana Yonhap. Os funcionários, que não foram identificados falaram sobre o caso ao ser interrogados sobre as atividades dafilial da empresa americana, ligada à seita religiosa cujofundador acredita ser descendente de extraterrestres e que dizter conseguido o primeiro clone humano no mundo, a menina Eva. A Clonaid assegura que outras quatro mulheres, incluindo duasasiáticas, terão bebês clonados em fevereiro. Os sul-coreanos tinham iniciado uma investigação em julhodepois que a Clonaid afirmou seu êxito na fertilização, da qualteria participado também a BioFusion Tech, empresa com sede naCoréia do Sul. A Promotoria obteve documentos da BioFusion einterrogou seus empregados. Esses investigadores confirmaram quetrês sul-coreanas solicitaram a implantação dos embriões,declarou uma delas, identificada apenas como Kim. A Promotoria não quer falar sobre o caso e agora apura seessas empresas violaram as leis do país, que proíbem atividadese práticas médicas não autorizadas e aéticas. A Coréia do Sulnão tem legislação a respeito de clonagem ainda, mas desde quecomeçaram as investigações, em julho, está aumentando esforçospara promulgar sua primeira lei contra a clonagem humana. Em Roma, o ministro da Saúde, Girolamo Sirchia, prorrogou até30 de junho a determinação que proíbe a clonagem humana. Amedida, publicada hoje no Diário Oficial, vigora enquanto não éaprovada uma lei que regulamente a questão e reitera as razõespelas quais foi feita a proibição, em março de 1997. Aprorrogação ocorreu cinco dias após o anúncio do nascimento doprimeiro bebê clonado. Hoje, a diretora da Clonaid, Brigitte Boisselier, afirmou queo bebê clonado e sua mãe, uma americana de 31 anos, passam bem eas provas genéticas exigidas por cientistas e céticos estarãoprontas na semana que vem. Ela não quis revelar se Eve e a mãeestão nos Estados Unidos ou outro país. Segundo Brigitte, osexames poderiam começar ontem. "Estamos trabalhando para quetudo dê certo", disse. Enquanto isso, a Food and Drugs Administration (FDA) informouque "está dando os passos necessários" para investigar asdeclarações da Clonaid e acrescentou que a implantação, produtoda clonagem, de um óvulo no útero é ilegal nos Estados Unidos,se não tiver sua autorização. A Clonaid foi fundada por Claude Vorihon, o criador da seitados raelianos, que garantem ter 55 mil seguidores em todo omundo e acreditam que a vida na Terra origina de extraterrestresque chegaram ao planeta há 25 mil anos e criaram os homens pormeio da clonagem.

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