Nicholas Kamm / AFP
Nicholas Kamm / AFP

Coreia do Sul lamenta decisão americana de adiar viagem de Pompeo à Coreia do Norte

Governo sul-coreano classificou como 'infeliz' o anúncio de Donald Trump e disse ser de vital importância a manutenção das negociações diplomáticas na península

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2018 | 05h04

SEUL - A Coreia do Sul classificou como "infeliz" a decisão do presidente Donald Trump de cancelar a viagem de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, à Coreia do Norte, prevista para a próxima semana, e disse ser "crucial" uma solução diplomática para a desnuclearização da península coreana.

Mais cedo, Trump anunciou o adiamento da visita de seu chefe de diplomacia à Pyongyang por considerar que Kim Jong-un não está comprometido com as promessas de desmantelamento de seu arsenal nuclear. O presidente também disse que o desgaste com a China devido à guerra comercial levou Pequim a deixar de pressionar a Coreia do Norte.

Apesar de considerar a decisão americana como "infeliz", o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que é de vital importância a manutenção das negociações diplomáticas na região. O governo sul-coreano também disse esperar que a China continue atuando em seu "papel construtivo" nos esforços internacionais para a desnuclearização da península.

"É de vital importância termos um projeto a longo prazo enquanto mantemos o momento de diálogo e concentramos esforços diplomáticos para implementar acordos nas cúpulas entre a Coreia do Sul, Coreia do Norte e Estados Unidos", informou o ministério, em nota.

Pompeo conversou por telefone com seu homólogo sul-coreano, Kang Kyung-hwa, logo após a decisão de Trump e ambos concordaram em manter abertas as janelas de diálogo na península.

A decisão americana frustra os planos do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que articula uma segunda cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un. Em setembro, o mandatário irá à Pyongyang para um terceiro encontro com o líder norte-coreano para discutir as promessas firmadas na Declaração de Panmunjom, acordo firmado na primeira cúpula intercoreana em abril. //ASSOCIATED PRESS

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