Coreia do Sul mantém operação de usinas apesar de ataques em computadores

Os ataques cibernéticos contras as usinas de energia nuclear da Coreia do Sul continuam, mas os reatores estão operando com segurança, disse o operador de enérgica nuclear do país.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2014 | 13h05

"Os ataques cibernéticos em nossas redes de computadores administrativas continuam ainda. No entanto, a operação dos reatores nucleares é separada e está 100% a salvo de qualquer ataque", afirmou o executivo-chefe da Korea Hydro & Nuclear Power Co., Cho Seok, em um comunicado de imprensa. Ele se recusou a fornecer detalhes sobre os ataques cibernéticos, ou sobre como a companhia está respondendo aos ataques, citando razões de segurança.

A Korea Hydro, a operadora de 23 reatores nucleares na Coreia do Sul, disse em meados de dezembro que seus sistemas de computadores tinham sido invadidos em alguns dados foram roubados e que as operações não estavam em risco.

O governo e a operadora colocaram em alerta equipes de emergência desde a quarta-feira passada como medida de precaução em caso de tentativas de ataques cibernéticos em usinas nucleares, depois que um hacker exigiu o desligamento de três reatores e em mensagens no Twitter ameaçaram "destruição" se a exigência não fosse cumprida.

Autoridades do governo e procuradores em Seul, que estão investigando o caso, disseram que não descartam a possibilidade da Coreia do Norte estar envolvida no ataque.

A imprensa estatal norte-coreana negou ontem envolvimento com os ataques cibernéticos e acusou os EUA de estarem por trás da invasão dos sistemas. Os procuradores da Coreia do Norte também estão buscando cooperação com autoridades da China em uma investigação sobre o caso após identificar vários endereços da Internet a uma cidade chinesa perto da Coreia do Norte. Fonte: Dow Jones Newswires.

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