Coreia do Sul mantém treinos militares

Tropas militares da Coreia do Sul se reuniram para treinos de artilharia em Yeonpyeong, uma ilha próxima à fronteira com a Coreia do Norte onde quatro pessoas morreram no mês passado, apesar de ameaças de uma retaliação do vizinho. A Coreia do Norte afirmou ontem que dispararia contra o país do sul se os treinos fossem realizados. Enquanto isso, Rússia e China expressaram preocupação com o aumento das tensões na Península Coreana.

AE-AP, Agência Estado

18 de dezembro de 2010 | 09h09

O governo da Coreia do Sul informou neste sábado que os marines iriam realizar os exercícios militares como programado e que o exército estava pronto para responder a qualquer possível provocação. "Nós temos o direito de realizar nossos próprios treinos militares", afirmou uma autoridade do governo sul-coreano. A autoridade disse que a ameaça da Coreia do Norte e as preocupações da China e da Rússia não afetariam o cronograma do exercício.

Os EUA apoiaram a Coreia do Sul, dizendo que eles têm o direito de conduzir tais exercícios militares. No entanto, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia expressou "extrema preocupação" com os treinos e pediu que eles fossem cancelados para evitar um aumento das tensões. A China, que é aliada da Coreia do Norte, também disse que era contra qualquer ação que pudesse agravar as já altas tensões na península.

"Com relação ao que possa levar a uma piora na situação e a um aumento nos atos de sabotagem da paz e da estabilidade regional, a China se opõe firmemente e inequivocamente", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Jiang Yu, em um comunicado distribuído neste sábado.

Um grupo diplomático está a caminho da região para tentar aliviar as tensões, com o governador do estado do Novo México, nos EUA, Bill Richardson, em viagem para a Coreia do Norte. Richardson é um frequente enviado não oficial dos EUA para a Coreia do Norte e disse que quer visitar o principal complexo nuclear do país e se reunir com autoridades norte-coreanas durante uma visita de quatro dias. Detalhes da agenda de Richardson não foram divulgados.

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